31 dezembro, 2011

[2012]

Em Janeiro volto para o ginásio.
Em Fevereiro faço o curso de escrita criativa.
Em Março vou fotografar muito.
Em Abril é a viagem da primavera.
Em Maio é o mês do coração.
Em Junho respiro futebol.
Em Julho é o concerto da minha vida.
Em Agosto vou escrever mais para a tese.
Em Setembro já estou sem miolos.
Em Outubro faço 28 anos.
Em Novembro já devo ter o cabelo comprido outra vez.
Em Dezembro estou a escrever coisas para 2013.

29 dezembro, 2011

2011 - momentos altos # 3

[Sebinho - a livraria catita]

muito tempo passado aqui: a trabalhar, a beber sumo de abacaxi com hortelã, a revirar estantes e a trazer livros novos e muitos, mesmo muitos livros usados, a observar as pessoas que por lá passam, a comer quantidades absurdas de pão de queijo



2011 - momentos altos # 2

[Benfica vs. Twente - o jogo perfeito e a entrada na Champions] 

e fico sempre arrepiada


2011 - momentos altos # 1

[Jack Johnson ao vivo no Rio de Janeiro]

e lembro-me muitas vezes deste dia (até da galerinha no ônibus!)




27 dezembro, 2011

Passei o dia a ler artigos para a revisão da literatura de um artigo que estou a escrever ... artigos importantes, daqueles que não se lêem apenas na diagonal. As principais ideias iam para uma tabela catita, porque têm dados que podem ser úteis noutras situações.

Já disse que eram artigos mesmo importantes e que passei o dia a lê-los?

Quando acabei, feliz da vida, gravo direto na dropbox como sempre. Passado uns minutos fui confirmar um dado e eis que versão atualizada ... onde está, hein? Em lado nenhum ... NENHUM.

E está a dar-me uma coisinha nervosa ... por isso, vou desligar o trombolho e ler o Wolverine, numa tentativa de fingir que isto não aconteceu.

24 dezembro, 2011

Para quem me lê, para quem me ouve, também para quem me atura ...

Happy Festivus for the rest of us!




22 dezembro, 2011

o senhor de quem dizem maravilhas

Foi há umas semanas que me decidi a trazer um dos livros do Murakami. Já tinha ouvido falar maravilhas do senhor e, como miúda desconfiada que sou, não me deixo levar pelo que a crítica diz e, portanto, fui deixando sempre para "um dia destes".

Comprei o "kafka à beira mar" porque estava em promoção (e deu para trazer outro do Saramago debaixo do braço) e porque se o senhor-de-quem-dizem-maravilhas se atreve a pôr kafka no título é porque alguma coisa de bom há-de ter.

De desconfiada passei a curiosa e nesse mesmo dia comecei a ler.

Há muito que um livro não me agarrava logo na primeira página. O senhor-de-quem-dizem-maravilhas escreve de uma forma que nos deixa com a respiração suspensa. Andei dias seguidos com as mais de 600 páginas atrás de mim, aproveitando cada espacinho livre para ler mais umas quantas páginas. E depois desta evidência (sim, funciono muito com base em evidências), agora sou eu que digo maravilhas do senhor-de-quem-dizem-maravilhas.

A escrita, recheada de cultura japonesa e misturada com cultura ocidental, leva-nos a acreditar que há quem possa falar com os gatos, que há quem consiga entrar pelo meio da floresta sem se perder, que há quem possa saltar pelo tempo, para a frente e para trás, em todas as direcções. Acreditamos porque estamos na história. É isso que o senhor-de-quem-dizem-maravilhas faz: põe-nos na história.

E esta é a minha resposta a todos os que me perguntaram " e que tal, como é ler Murakami?":
é mesmo o senhor-de-quem-dizem-maravilhas.



Obs. Agora já comprei mais dois para ler!
Desta vez sem desconfiança mas, outra vez, com Saramago debaixo do braço.

21 dezembro, 2011

nos entretantos destes dias

Fiz as compras de natal e também me desbundei a comprar livros para mim (não dá para resistir!).
Enervei-me com a franja que já passou o limite do tolerável.
Comecei o "Todos os Nomes" do Saramago.
Fiz uma aula de RPM e consegui respirar até ao fim (é desta que volto para o ginásio).
Pus "A Toca" a tocar no carro e fiquei tocada com sorrisos.
Ando a preparar-me para comprar a Bebé (ai que nem cabo em mim de emoção!).
Ouvi repetidamente, de forma inédita, o novo cd dos B Fachada (que neste momento estão a dar um concerto no CCB).


e agora vou continuar a trabalhar.

16 dezembro, 2011

outra vez ... wolverine



Aqui há uns meses mostrei o meu delírio pelo Wolverine ... lembram-se? Depois disto, comecei a entrar numa ansiedade tal, pela espera do volume 2. Fui percebendo que a coisa ia demorar, então, resignadamente fui diminuindo esta ansiedade.

De repente, tudo muda.

Debaixo de um nevoiro opaco e áspero em Amesterdão, entro numa livraria (a segunda nessa tarde) e vejo uma estante maravilhosa com livros de BD e com preços ainda mais maravilhosos. Já tinha três livros na mão quando vejo o "Wolverine - Enemy of State vol 2" ... Podia dizer que contive a histeria, mas estaria a mentir. Não contive, nem quis conter, sobretudo de ver que estava a cinco euros (!).

Comecei a ler há uns dias e está bom, muito bom , miles de bom.

14 dezembro, 2011

baralhação

Não sei se é do frio (já ando com as meias da neve) ou da vontade imensa de viajar (deve de ser das ideias para a viagem de primavera); a verdade é que é que parece que estou o fuso trocado. Ando baralhada, pronto. É segunda-feira e parece-me quarta. É quarta-feira e parece-me sexta.

Hoje acordei convencidíssima que era sexta-feira e só depois pensei que o despertador (formalmente designado de feio e mau) estava a tocar a horas indecentes porque tinha de ir buscar a mana maravilha e o cunhado preferido ao aeroporto.

Adiante ...

Como se não bastasse a "baralhação" dos dias, acontece também uma "baralhação" das horas. Sinto as minhas pestanas com vontade de dar beijos na boca, o que considero um sintoma de sono (sim, porque agora sou um ser que dorme como as pessoas normais!) e lá me vou preparar para deitar, que é um ritual que dura entre os 30 e os 60 minutos, porque inclui ler. Então penso, devem ser 23h ... pois sim, são 22h.

Oh, baralhação!

13 dezembro, 2011

o meu lado geek

Está quase a fazer um ano que fiquei sem a minha máquina fotográfica - a minha Bebé!
Ficou um vazio, um vazio que nunca esperei sentir. Eu assumo a ligação emocional que crio com objectos (chega a ser quase disparatado), mas neste caso não era só com a Bebé; era também pelo que ela me permitia fazer, uma das coisas que mais gosto - fotografar.

Durante meses andei a ver modelos, a antecipar tendências, a ponderar preços, a ver seguros. Reconheço em mim a diferença de comportamento. Quando comprei a Bebé foi entrar na FNAC só para ver e acabei, num impulso de terna loucura, por a trazer ao colo. Agora ... pondero e penso e repenso. Fui dando pequenos passos: comprei a bolsa para a máquina (ai tão catita!); comprei um cartão memória a um preço que nem sabia ser possível. Decidi-me pela Nikon D90, a mesma que tinha. Digamos que seria uma prima da Bebé (sou muito bimba, eu sei). Apesar dos preços tentadores da Canon, que em muito contribuem para estas minhas dúvidas, a D90 da Nikon é uma máquina intemporal que é difícil de superar. Pensei eu ...

Um dia estava na FNAC e vi a Nikon D7000. Catita, pois é?

Tem ainda mais do que D90 e um cheirinho da D300s (que é a menina dos olhos da Nikon).

Voltei às dúvidas. Mas prometo: até ao fim do ano tomo uma decisão.

Posso demorar a tomar uma decisão, mas quando a tomo é como se a minha opção fosse a única que sempre existiu.

12 dezembro, 2011

"tempo para cantar"

O trambolho (assim como é conhecido o meu computador) decidiu morrer esta manhã, mais uma vez. Tivemos uma conversa e, minutos depois, reagiu com uma serenidade contraditória. Enquanto faço a digestão de um almoço prolongado e reforçado ouço B Fachada: "sobra-me tempo para cantar / o tempo para cantar / o tempo para cantar". Vou abanando os ombros como eu gosto, entre o ritmo da música e o ritmo da chuva.

Entregue às palavras cantadas e ao desejo de ouvir umas tantas outras, trabalho de forma (des)sossegada: revejo artigos, trabalho sobre dados, estruturo ideias ainda soltas na cabeça. Nos entretantos vou procurando máquinas fotográficas, numa vontade quase obsessiva de voltar a disparar sobre o mundo e sobre personagens que depois me façam escrever.

Seguro a vontade por mais um dia e retomo as palavras cantadas: "é bom ter má fama / dá para ter vazia a cama / e nesta solidão de Kant / ser tido um grande amante".
 



11 dezembro, 2011

Contestória # 5



O Ivan



| DM 2010 |


Costumo dizer que, com o tempo ficamos com tempo. Tempo para estar a ler o jornal e ver o mundo escrito em palavras. Já há muito que desisti ler sobre política, economia. Essas coisas alteram a cor da alma.
Sou músico, sabes? E apesar dos cabelos brancos, que um dia eram compridos, continuo a ser músico. Leio sobre música. Encontro novos sons. Exploro-os no violoncelo. Toco com os amigos, ali naquele bar, todas as sextas-feiras. E é isto que dá cor à minha alma.
Às vezes, as pessoas passam aqui na rua e olham para mim com uma expressão que passei a reconhecer. Acham que por ser velho e andar de bengala já vivi tudo o que havia para viver. O que essas pessoas não sabem é que, estou aqui sentado não porque estou à espera do tempo; estou aqui sentado precisamente porque tenho tempo. E depois penso que, se calhar, eu estou a viver mais do que essas pessoas que olham para mim e passam sempre apressadas. Esta bengala só apoia o peso das minhas histórias. São muitas, sabes? Dei voltas e voltas até chegar a esta cadeira. Mas valeu a pena. Olha para mim: tenho uma alma com cor.

08 dezembro, 2011

já não faz mal molhar-me

Tenho um guarda-chuva novo. Azul, que combina com a minha gabardine às bolinhas. Faltam-me as galochas, também azuis. E depois?

Depois é só esperar pelas gotas, para saltitar pela rua como se tivesse asas... já não faz mal molhar-me! Não preciso de regras para conseguir coordenar o guarda-chuva na mão cada vez que começo a girar sobre mim mesma, em voltinhas sem sentido, na esperança de colocar a alma no lugar.

06 dezembro, 2011

linhas de faz de conta

Como sempre faço a mala à última da hora. A mala é uma mochila, por isso, levo pouca roupa para ter espaço para as memórias. A babe R. ligou-me e disse "leva só um par de sapatilhas que não precisas de mais!". Estou a tentar conter-me. A máquina fotográfica está ... está sempre. Caderno e caneta está ... está sempre. Não preciso de mais nada.

Há quem diga que somos loucas por irmos só com um bilhete de ida e com planos que não são planos, são vontades. Nós admitimos que somos loucas, umas loucas que só querem ser elas mesmas. Ser com história: diálogos que são história. imprevistos que são história. pessoas que são história. comida que é história. retratos que são história. (...) nós só queremos ser história.



ainda não nos chamaram de loucas
... mas talvez um dia leve mesmo só um par de sapatilhas.

05 dezembro, 2011

isso, das saudades.

Às vezes, as saudades sabem bem. É como viver indiferido. Rir com o drama. Perceber os trambolhões. Suspirar pelas gargalhadas. Sentir que valeu a pena. Mas, às vezes, as saudades tornam-se demasiadas. E as saudades, assim, não sabem bem. É o querer e não poder. É o não querer e o ter de ser.

São saudades de demasiadas pessoas:
Da cor preferida que vai dar um pulo a Londres. Da mana maravilha que ainda ontem a vi. Das babes que estão em todos os espaços. Das mosqueteiras que levantam as espadas. Das histórias do Z. e das histórias do J. Da professora da primária. Da avó que brilha.

São saudades de demasiadas coisas:
De tirar fotografias. De fazer o pino no chão da sala. Do cheiro da casa antiga. De escrever bilhetes nas aulas com poemas da Sophia. De dançar na varanda do 1º C. Do chão do Chiado. Da tequilla no Enterro. Dos livros do Sebinho.

(...)

Saudades, também, do que eu poderia ter sido e não fui.
Mas que talvez poderei ainda ser, numa história qualquer, escrita num caderno qualquer.

02 dezembro, 2011

Hoje é sexta-feira


Foi um dia de sol e até apareceram-me estrelas!
O Bob Dylan continua a cantar para mim no carro. No trabalho Mart'nália porque o samba faz-me ir abanando os ombros (como eu gosto da Entretanto!).

Estou a actualizar o meu CV e gosto de o ver crescer com coisas catitas.

O meu Benfica e esses dias são sempre especiais.

Não se pode falar em happy hour. Mas pode-se falar na tasca-que-faz-as-pessoas-felizes, com a mana maravilha e o cunhado preferido. Tenho para mim que vou comer até rebolar. Sim, porque vou ter de me conseguir mexer para vir para casa.

01 dezembro, 2011

Oh pah ... que emoção, pois é?

Ontem ao almoço vi em rodapé no telejornal que os meus catraios vêm ao Optimus Alive. Tenho a impressão que o meu coração parou por segundos (sim, parou mesmo!). Oh pah ... que emoção, pois é? É desta que a menina vai ver os seus catraios ... em portugal ou num canto qualquer da europa. É desta. Como diria a babe R., isto sim é ter um horizonte!


29 novembro, 2011

o dormir fingido

Há coisa de dois meses a minha médica lá me disse: "vamos lá regular-te esse sono". A coisa está a resultar. Claro que há noites e noites, mas nada de insónias como antes. A verdade é que agora percebo a diferença que o simples facto de dormir pode fazer no resto do meu dia.

Consigo pensar melhor.
Consigo estar mais concentrada.
Não fico tão cansada.
Não preciso de beber tanto café (se bem que petece-me).

É certo que é um um dormir fingido, porque preciso do pozinho perlimpimpim. Continuo sem saber dormir, mas antes um dormir fingido do que um não dormir.

23 novembro, 2011

Olhó passarinhooo !

Estou a trabalhar na sala. Gosto deste canto esquerdo do sofá, de ter o portátil no colo e a televisão ligada (sobretudo quando está a dar os Simpsons porque a voz do Homer inspira-me).

Hoje a minha mãe entra pela sala dentro com uma gaiola na mão. O que é isto significa? Que temos novidade cá em casa. Um pássaro amarelo. Catita que só ele. Este é o resultado de meses (meses!) de negociações. Mas eu continuo a querer um cão, a N. uma toupeira (!) e a C. uma cobra (!!). E a mãe continua a dizer-nos que não.

Mesmo sem toupeira ou sem cobra, as minhas pequenas gigantes vão adorar ...
Hummm ... só tenho medo do nome que lhe possam dar.
Sou uma miúda de gostos requintados:

Pataniscas. Bohemia. Benfica.

(obrigada ao cunhado preferido que me trouxe as pataniscas ... e eram tão tão boas que comi cinco antes do jantar e quase sem mastigar)

15 novembro, 2011

coisas que a Dianinha quer # 13





Já experimentei as castanhas e quando o fiz a babe I. e a babe R. , que estavam comigo, disseram: "ai que te fica tão bem!". Isto foi música para os meus ouvidos.

Queria umas azuis, para combinar com a minha gabardine com bolinhas que trouxe da Escócia. E vou piscando-lhes o olho, lambendo a montra e acenando quando passo por elas.


E não é uma questão de moda (ah e tal toda a gente agora anda de galochas!). Nah, é mesmo uma questão de chuva (não pára de cair água do céu, não?) e de ser uma pessoa que sofre de frio (preciso de coisas quentinhas, sim?).

11 novembro, 2011

Abrindo o blogue hoje reparei nos muitos dias que não escrevo. Até parece que entrei numa fase de hibernação de escrita, como às vezes me acontece. Mas não, minha gente catita, não é isso. Pelo contrário, tenho escrito muito. É a tese, é um artigo, e a seguir mais outro e outro, é isto e coisa e tal. Chego ao fim do dia, a última coisa que me apetece é escrever. Só me apetece ler (tem sido um fartote!) e ver coisas parvas na televisão para me esquecer que tenho miolos.

Pois é. Hoje voltei. Sem grandes coisas para dizer, mas com vontade de escrever sem ter de me preocupar com o acordo ortográfico. Ah, não há forma de me habituar. Parece que estou a trair as palavras, ao tirar-lhes um "c" ou ter de matar um acento. Às vezes apetece-me contrariar a exigência e acabo por escrever as palavras como no antigamente (agora pode-se dizer assim) e depois ponho o documento no Lince* para ter de ser ele a tirar os "c" e a matar os acentos. Um dia escrevo como (agora) deve ser. Por enquanto não.

Agora vou voltar à escrita da tese. Já estou na fase "tem de ser, tenho de fechar o capítulo". Mas tenho aqui três post its (um amarelo, um verde, um azul - para coisas diferentes) cheios de coisas escritas para fazer. TO DO. TO CLOSE.




* o Lince é um software para converter ficheiros escritos com a antiga ortografia para a nova.

Catita, pois é?

28 outubro, 2011

dias seguintes

No dia que fiz 27 anos choveu, choveu, choveu. Choveu tanto que andei com o meu casaco às bolinhas e apeteceu-me comprar umas Hunter azuis para combinar. Eu gosto de coisas que combinam umas com as outras.

No dia seguinte a fazer 27 anos soube que estou a ver pior e toca a aumentar a gradução das lentes, o que implicou comprar óculos novos. Nada de roxo desta vez. Uns Miu Miu que devem ter sido feitos para mim. Pretos com as hastes às riscas, como as das zebras. Catita, pois é?

No dia seguinte ao seguinte a fazer 27 anos recebi um postal dos alunos do ano passado (a equipa maravilha) que me fez rir e me encheu por dentro todos os espacinhos em branco que poderia ter.

Agora falta saber como vai ser o resto dos dias seguintes.

19 outubro, 2011

Aqui a menina ficou numa emoção que só.


Por isso, somos um trio feliz, sim?

11 outubro, 2011

sim, é viciativo

Gosto destes programas de culinária que agora quase que entopem a caixinha colorida.
Como eu gosto de cozinhar (e de comer também, diga-se) ver estas coisas dá vontade de me meter na cozinha a estas horas só para experimentar coisas e inventar e misturar e cheirar...

E quando dou por mim a ver episódios repetidos... Hummm...
É porque isto é mesmo viciativo.


Obs. é o primeiro post que escrevo do meu tablet catita... sinto-me uma geek à séria e não é que é fixe?

07 outubro, 2011

amor ao papel ... e às palavras

Ando ausente. Eu sei. Às vezes entro nestes ciclos de não-escrita: ou porque não sei o que escrever. ou porque não tenho tempo. ou porque isto ou porque aquilo. Agora acabaram-se as desculpas para não-escrita.


Vejam só os meus cadernos novos! Ai tão catitas ... era ver-me histérica a abrir cada um deles e a sentir as palavras nas pontas dos dedos a pedirem-me para nascer.

As palavras fazem-me ser.

Obrigada às as papeleiras por este amor ao papel.
Obrigada à D. e a C. por me trazerem isto da cidade das núvens, a cidade das minhas saudades.




Vou usá-los no curso de escrita criativa que vou fazer e prometo contar muitas estórias.

23 setembro, 2011

Eu e as insónias

Como miúda optimista que sou comecei a tentar ver o lado positivo de sofrer de insónias. É ler muito. E leio cada vez mais. No meu quarto os livros aumentam fora da estante e as revistas de fotografia e viagens espalham-se sem lugar.

E depois de ter acabado "A Tragédia da Rua das Flores" do Eça de Queirós comecei com estes dois na mesma noite:


E que catitas que são.
[tenho para mim que os vou absorver num instantinho ... com ou sem insónias]

Outono

É o tempo das folhas no chão. Alguéns, com muita paciência, vão colocando-as em pilhas ... e sempre quis ter coragem para me atirar para cima de uma núvem de folhas secas.

É o tempo da marmelada. E como eu gosto ... mas sou exigente. Pouco doce e tem de se sentir os grãos minúsculos dos marmelos. Gosto de misturar com queijo. Gosto de fatias finas nas bolochas maria. E gosto de marmelada, assim, sem nada.

É o tempo do milho. Vê-se nos campos as folhas altas que fazem labirintos e esconderijos.

É o tempo das uvas, que se pisam, colorindo a pele; o aroma forte que se agarra às narinas.

É o tempo em que os dias ficam mais pequenos, mas há almas que continuam grandes.

É outono (agora se escreve com letra minúscula) e como diz a música do Tiago Bettencourt "pode ser tanto quanto somos".

18 setembro, 2011

é domingo



E é isto que daqui a pouco vou ouvir e cantar no carro da babe R. a mais a babe I.

"my, my, my, my, my, my, my, my"

Muito alto, s.f.f.

17 setembro, 2011

caracoleta

Quando pensei que a época dos caracóis se tinha acabado, eis que chega o meu cunhado preferido e me faz mais uns tantos ... e que bons, que bons que estão!

E a mana maravilha, se quer que a ajude a fazer o jantar, não me pode perguntar: "Queres mais?".

16 setembro, 2011

é assim que se acaba a semana

Entre um dançar e um voar...
Sempre quis ir a Estocolmo no Outono.



A babe I. é que diz que esta música tem a minha cara!

15 setembro, 2011

bate bate coração





Quando comprei hoje "A Bola" de manhã fiquei outra vez emocionada só de olhar para as capas dos jornais desportivos.



Ontem, faltava uma hora para o jogo e já estava eu com o coração a bater muito depressa! Pintei os lábios de vermelho (com o meu baton catita da Wonder Woman!) e só não roí as unhas, porque não faço disso. Quando o Cardozo marcou, até as pernas me ficaram a tremer, para além da pele arrepiada, que acompanharam os gritos Goloooo!




Sou mesmo bimba, eu sei, mas com o meu Benfica é mesmo assim ... nada a fazer.


(e é assim que vale a pena ser Benfiquista)


12 setembro, 2011

é assim que se começa a semana

Esta música faz-me dançar em qualquer lugar ...
[Lykke Li & Bon Iver é mais que perfeito]

11 setembro, 2011

09/11

Posso gabar-me que tenho boa memória, daquelas que guarda tudo, tudo até o que não tem utilidade: números de telefone que já não existem, letras de música que já não ouço, etc. Por isso, lembro-me muito bem do dia em que o mundo mudou.

Há dez anos atrás, ainda nas minhas férias de Verão, chego a casa perto da hora de almoço e vejo a minha mãe, a minha irmã e uma amiga (estavam a estudar Contabilidade para a época de Setembro e foi desta forma que fui tendo a certeza que Gestão de Empresas não era para mim) em silêncio a olhar para a televisão. Não foram precisos muitos minutos até me juntar a elas, ainda nem tinha tirado a carteira do ombro. Vi aquelas imagens repetidamente e em todas as vezes não sabia muito bem o que pensar.

Foi com o 11/09 que compreendi o que realmente significa "vulnerabilidade".

Sempre evitei ler testemunhos ou documentários que mostrassem a dimensão humana desta questão. O que aconteceu foi tão duro de ver que, ler ou ouvir na primeira pessoa alguém que sobreviveu, alguém que perdeu alguém, alguém que salvou pessoas ... é emocionalmente esmagador. Hoje estava a ler a "Única" do Expresso e li a história do João, um luso-descendente que trabalhava na torre sul e que se poderia ter sobrevivido, mas preferiu voltar atrás para salvar uns amigos. Não voltou. Li a história de dois casais de portugueses que mantiveram o seu espaço comercial aberto, quando todos os outros estavam fechados, a fornecer água "Luso" (entre outras coisas) a todas as pessoas que precisassem, sem pedir nada em troca. Li transcrições de chamadas telefónicas.

.... e há muito mais que poderia ter lido. São muitas as histórias. São muitas as pessoas. São muitas memórias.

10 setembro, 2011

AC/DC

Um dia destes estavam a dar na VH1 à hora do almoço. Enquanto eu cantava assim baixinho aaaalll night loooong, perguntaram-me: "Quem são estes?"; eu respondi: "São aqueles que fazem rock à séria".



E lembrei-me de os ouvir agora para ver se ainda me aguento a trabalhar.
E como eu adoro as versões ao vivo!

08 setembro, 2011

Conversas da alma # 10

Hoje a caminho da universidade, em vez de cantar a Elis Regina (que é o que tem estado a bombar no carro), pus na RUM, que é a rádio mais catita que há! Sem estar à espera começa o Eddie a cantar a Last Kiss. Pus mais alto... e mais alto. Sorri parvamente porque levou-me para um Antigamente que é muito antigo. Depois (e como sempre!) cantei que nem louca:

"(...) Hold me darling just a little while (...)"

Não ouvia há muito tempo, mas continuo a saber a letra de cor.
E continuo também a adorar esta música, como da primeira vez que a ouvi.
E continuo a achar que é das melhores músicas dos Pearl Jam.

Fora de Horas




Depois te ter acabado o "Hobbit" (ooohhh!) comecei com o Demolidor. Este Frank Miller é um catita e o desenho do Romita (o mesmo que fez do livro do Wolverine que ainda há pouco tempo falei) é o melhor.



Normalmente leio sempre antes de me deitar, mas estou há 30 minutos à espera do senhor da Meo, que vem cá a casa entregar a pen de banda larga (net portátil ... obaaa!). Por isso, para não me dar os nervos peguei no Demolidor fora de horas e como sabe bem.







Ah! Parece que o senhor (atrasado) chegou.

07 setembro, 2011

(não) gosto

Ainda estou a trabalhar. Ando aqui, mergulhada num artigo que está baseado numa ideia tão catita ... mas o processo tem sido doloroso. Um diz que faz, depois já não faz. Um diz que sabe, depois já não sabe. ... e o prazo aí a bater (e eu a bater com ele!).

Agora sozinha aqui no gabinete pus-me a pensar ... não gosto de trabalhar assim. Não gosto de passividade. Não gosto da falta de compromisso. Não gosto de ver falta de reconhecimento. Não gosto da falta de vontade em comunicar. Não gosto quando a informação não circula. Não gosto do mínimo.

Faz parte de mim encarar as coisas de forma positiva e quase até divertida. Sei o que não gosto, mas também sei o que gosto. Hoje gosto de Radiohead e isso basta-me.

06 setembro, 2011

USA

Acabei de ver uma reportagem n RTP1 sobre Yosemite.
Eu sei que vai parecer repetitivo mas ... a menina quer! a menina quer! a menina quer!

Há muitos países, cidades e vilas que a menina quer (não me peçam exemplos que despejo já uma lista sem fim) mas os States andam-me a piscar o olho ... ai andam andam!

05 setembro, 2011

Little Surprise



Como, mas como é que só descobri estes moços agora?

A Actual do Expresso dá 4 estrelas, mas considerando o que estou a ouvir dou já 5 estrelas bem catitas.

04 setembro, 2011

Premissa Lógica # 2

Não me lembro onde deixei a concentração.

Não consigo trabalhar.

Logo:



E é hoje que acabo, pois é?


03 setembro, 2011

Leituras

O Expresso, porque, entre as notícias tenebrosas que aparecem sempre, temos a "Actual" com o Bruno Nogueira na capa e crónicas das boas!
O "Hobbit" em BD, que ando a demorar porque não quero que acabe.
A"Tragédia da Rua das Flores" porque o Eça é genial (sim, falo dele no presente).
Quatro revistas, três de fotografia e uma de viagens, porque é fácil porem-me a sonhar.

Coisas de trabalho? ... Hoje não.

01 setembro, 2011

setembro

Hoje passei o dia (entre o último dia de agosto e o primeiro de setembro) a escrever um dos capítulos da minha tese. Comecei a sentir-me estranha e só há pouco percebi porquê.

Tenho andado movida a uma esperança condenada... condenada porque os sinais andam aí, como as palavras a amarelo no jornal Expresso; mas eu finjo, finjo que não é nada comigo. Agora não posso fingir mais, o acordo ortográfico está aí. Vou ter de escrever sem acentos e mais isto e aquilo ... ufff ... sinto-me a trair as palavras. Não gosto.

E saber que este capítulo que estou a escrever depois vai ter de ser todo alterado. Porque o acordo ortográfico diz que sim. Já disse que não gosto?

29 agosto, 2011

strumpfixe *



Desde que conheço os "Estrunfes", que é quase como dizer desde sempre, que digo e vejo escrito "Estrunfes". Agora com o filme escrevem "Smurfs". Mas segundo a Wikipédia (a toda-poderosa) o original é "Schtroumpfs". Com este processo todo de mutação, já não se sabe bem a quantas ficamos. Para nós ficou "Strumpf" e demorei algum tempo até decorar como se escreve.

Adiante ...

Hoje peguei na pequenada e lá fomos ver o filme. Chupas-chupas, pipocas, cornetos de morango, óculos catitas ... Tudo a que temos direito. Foi hilariante ver a minha pequena N. de braços no ar, a tentar apanhar tudo o que era Strumpfs, cada vez que ficavam mais perto! Queria trazer um para casa. Tive de dizer que tínhamos de os ir buscar ao Mc Donalds, com o Happy Meal. Sorrimos as duas.

Há mesmo momentos de Lua Azul e isso ... é strumpfixe.
(perdoa-se o azul porque o Grande Strumpf veste-se de vermelho!)



* Não, isto não vem no filme ...

Mas todas as palavras dão para strumpfar, pois é?

27 agosto, 2011

Brand New Shoes *


Finalmente meus.




* Música dos "She and Him" porque continuo sem saber dar títulos fixes às coisas


20 agosto, 2011

Wolverine


Se fui tendo dúvidas se o Wolverine poderia ou não tornar-se no meu super-herói preferido, o "Wolverine: Inimigo do Estado (vol 1)" fez-me perceber que nenhum super herói pode ser tão agressivo, selvagem, forte e divertido como ele é. O Batman não é assim. O Homem-Aranha também não. E o Capitão América muito menos. Wolverine é que é!

O argumento está genial e o desenho tem tudo o que gosto em BD.
E o Wolverine ... Bem, nunca deveria ter ido ao Japão.
That's all I can say.

E que venha o volume 2 rapidinho, sim? A menina quer.

coisas que a Dianinha quer # 12





De todas as coisas que a Dianinha quer (umas acaba por ter, outras nem por isso), esta é a mais espectacular de todas ... Ups! Perdão ... Ispetacular (pois é, eu faço o meu próprio acordo ortográfico, mas um dia falo sobre isto).


Mas olhem só que catita: Pentax Optio NB1000.


Dá para disparar e ... para brincar! Divertia-me miles com isto na mão.



19 agosto, 2011

A Joan

Se um dia for cantora quero cantar assim:




Dia Internacional da Fotografia

Tenho tantas saudades de fotografar à séria ... Entenda-se à séria:

fotografar com a minha Bebé, inventar ângulos e experimentar arrastamentos, dar-lhe na profundidade de campo e treinar panning's, mudar de objectiva, montar o tripé e disparar só porque sim.


Eu e os Livros

Hoje dediquei-me a limpar o pó aos livros. Acontece para aí uma vez por ano porque gosto dos livros, dos meus livros, com pó e com cheiro e com sabor. É uma forma de os revisitar, a todos, de uma só vez.

Sinto os meus livros quase como personagens:

- aqueles livros que li e reli e que sinto que está na hora de repetidamente reler
- aqueles livros que me fazem pensar "Dianinha, Dianinha, onde estavas com a cabeça para comprar isto?"
- aqueles livros que mudaram alguma coisa em mim
- aqueles livros que deixei a meio (são poucos, muito muito poucos)
- aqueles livros que ainda não li
- aqueles livros com excertos sublinhados
- aqueles livros que gostaria de ter sido eu a escrever

Aqueles livros que são mais de cem, só no quarto, e já não tenho onde pôr, mas sei outros que quero comprar.

01 agosto, 2011

27 julho, 2011

Catita, pois é?





Benfica 2 - Outros 0


(não sei escrever nem pronunciar o nome dos outros... e nem me quero esforçar)

Mais bimbices

Aqui a bimba foi pintar as unhas de vermelho porque hoje é o primeiro jogo oficial do Benfica.

A época está aí e eu não me seguro com tanta emoção ... até suspiro.
Saudades de ver futebol todas as semanas.
Saudades de ver o Benfica.

Benficaaaaaaa!

26 julho, 2011

Mas afinal o que é que fazes?

Perguntam-me, muitas vezes: “Mas afinal o que é que fazes?”. Respondo com um estoicismo previsível: “Faço investigação”. Algumas pessoas ficam a olhar para mim como quem não percebe a minha resposta. Outras fingem que percebem. E outras percebem mesmo.

Costumo dizer que fazer investigação não é um trabalho das 09h às 17h. Exige tempo, muito tempo. Tempo que às vezes não temos, tempo que às vezes temos de inventar. Deixamos de fazer outras coisas de que gostamos, deixamos de estar com quem precisamos.

Quando estamos a fazer investigação, sobretudo um doutoramento, ficamos imersos a pensar em soluções, em estratégias, em formas de fazer acontecer uma ideia. Muito mais do que aquilo que fazemos, fazer investigação é também aquilo que somos. Fazer investigação permite isto mesmo: conhecermo-nos melhor, conhecer os nossos limites e até a nossa capacidade de superação. Coisas que aprendi sobre mim: gosto da diferença, quero marcar a diferença; demoro a tomar decisões, penso demais; tremo com medo de falhar, apesar de ter planos ambiciosos.

Há um ano, numa conferência sobre estas coisas, ouvi uma americana (já não me lembro do nome) dizer que há uma palavra-chave na investigação: confiança. À medida que o tempo passa vejo o quanto isto faz sentido e como, ao mesmo tempo, é difícil ir mantendo esta confiança em nós. É muito fácil a pressão e o cansaço pôr em causa a nossa confiança. É muito fácil quebrarmos com um artigo rejeitado. É muito fácil deixarmos que esta ideia nos venha à cabeça “oh pah, por que é que me meti nisto!”. É muito fácil alguém fazer-nos sentir que o que fazemos não serve para nada. O processo não é fácil mas torna-nos melhores.

Fui aprendendo que para fazer investigação é preciso P.O. – Paciência e Optimismo. É isto que não nos deixa desistir. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, vou ter um artigo em revista. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter um projecto aprovado. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, é preciso fazer mais e muito e melhor. Eu penso muito e tenho muito P.O.! O que me conquista ao fazer investigação é aquela sensação de estar sempre a aprender. Ao mesmo tempo vou sentindo que há muito mais para aprender. “Só sei que nada sei”. Depois temos espaço para ter ideias, para discutirmos e construirmos com os outros. Uns ficam presentes, outros ausentes. Não precisa de ser um caminho isolado e eu tenho o privilégio de ter a melhor companhia do mundo.

E da próxima vez que me perguntarem “Mas afinal o que é que fazes?” vou responder com um estoicismo previsível: “Penso”.

20 julho, 2011

SuperMag

No doutoramento estou a trabalhar numa ideia que precisa de ser representada visualmente (muito complexa para explicar aqui). Mas olhem só que catita:



I love my job!



17 julho, 2011

Estar na Escócia é como estar dentro de uma história com princesas, cavaleiros, espadas e vestidos de donzelas. E como eu gosto destas coisas ...!

A Escócia é um país de um antigamente presente. A tradição está mesmo ali: nas ruas, no sotaque fechado, na música, no whisky, nos tecidos, no chá, nos castelos, nas lendas ... Não fomos ver o Ness, mas como costumo dizer, temos de deixar alguma coisa para a próxima. E eu quero voltar. Oh se quero ... Falta o sul e as ilhas e mais castelos e mais ruas e mais jardins.

Foi impossível não fazer compras! Fui com uma mala e cheguei com duas. Na alma trouxe inspiração, histórias divertidas e gargalhadas que nos ligam ainda mais. Também trouxe olheiras até ao umbigo (as insónias voltaram!), muitas ideias e, claro, a vontade de um regresso, mochila às costas e uma Bebé ao ombro (ai que saudades de fotografar à séria!).

08 julho, 2011

06 julho, 2011

Don't Fit.

Tenho pensado sobre isso, e mais, tenho sentido isso: Don't Fit.

Um dia destes desenvolvo a ideia.
Quando começar a dormir mais de quatro horas por dia.

01 julho, 2011

Conversas da alma # 9

O meu cunhado preferido é preferido por muitos motivos:

- grita muito quando o Benfica marca golos e também quando não marca!
- prepara caracóis para mim (e estamos na época!)
- cozinha pratos muito catitas
- contribuiu para a maior besaina de todos os tempos (Enterro da Gata 2005)
- gosta muito da mana maravilha

O meu cunhado é a pessoa mais generosa que eu conheço.
O coração dele é tão grande que dá voltas e voltas à lua.
Hoje o coração dele ficou mais pequenino, mas continua a dar voltas e voltas à lua.
E ainda mais.

Não te esqueças dos sorrisos abertos, sim?

29 junho, 2011

Contestórias # 4

Uma questão de perspectiva



| DM 2011|


Tropeço na calçada porque ninguém me vê. Tropeçam em mim porque eu vejo toda a gente.


Daqui todos me parecem grandes: afastam-se quando outros se aproximam.

Daqui todos me parecem importantes: falam mais alto porque os outros falam alto.

Daqui todos me parecem felizes: mas eu olho só para cima e não para dentro.

28 junho, 2011

É por estas e por outras que eu gosto do Batman

Robin: "You can't get away from Batman that easy!"

Batman: "Easily."

Robin: "Easily."

Batman: "Good grammar is essential, Robin."

Robin: "Thank you."

Batman: "You're welcome."

27 junho, 2011

Eu e os Bastidores

Bastidores de cinema, de teatro, de televisão, de tudo. Gosto.

Na verdade, é onde começa o verdadeiro espectáculo. É onde estão as folhas com os argumentos, as roupas, os camarins. É onde se contam estórias e se marcam tradições. É onde nascem e morrem personagens. Se fosse artista, seria uma artista de bastidores.

Esta acabou por se tornar uma das minhas peças preferidas. Pelas máscaras que trazem miles de personagens através de apenas três actores. Pela linguagem corporal que diz mais do que qualquer diálogo. Pela criatividade na sequência de actos. Pelas vezes em que ficava de boca aberta num fascínio a tomar conta de mim. Pelo meu lado esquerdo. Por ser nos bastidores de um teatro. Já disse que gosto?



Obs. A cena do "Cisne Branco" simplesmente hilariante!

24 junho, 2011

Minha borboleta



Saudades de te ver voar!


Parabéns babe


Abraço apertado ... até ao sol e voltar *

21 junho, 2011

Porque hoje é o dia do Verão ... ou do Inverno (depende do lado do mundo).


20 junho, 2011

Back to Start



O pequeno-almoço é sempre composto por cereais, iogurte natural, música e, às vezes, papaia.

Hoje descobri a Lily. Acho que posso dizer que já a conhecia de vista, mas nesta segunda-feira achei-lhe piada. Fez-me dançar pela sala. Fez-me saltar quando ela disse "jump!". Fez-me sorrir por começar tão bem o dia.

15 junho, 2011

X-Men | First Class


Confesso que estava com as expectativas controladas.
Mas ... O argumento absorve. O Wolverine aparece num frame de 2 segundos. A Fera está tão catita. E o fim deixou-me a dizer "quero mais, quero mais!"

Oh como a menina gostou!

[agora haja paciência para esperar pelos Transformers]

13 junho, 2011

Olha q' pérola!

Um dia destes falava-se de música: de Caetano a Maria Gadú, de Chico Buarque a Tom Jombim. "Ouve a Elis que vais gostar", disseram-me. Já conhecia algumas músicas (as clássicas!), mas nunca tinha sentido a canção. Comprei um cd (já lá vão quatro!) e ofereceram-me outro. Agora não paro de ouvir ... e dou por mim a trautear como se mais nada importasse.

Olha que catita, pois é?




quando não há tempo para sonhar
podemos sempre cantar

Fernando Pessoa é o meu preferido.
123º Aniversário

10 junho, 2011



Em suspensão
Sentada num muro

Em imaginação
Deitada na ladeira



São as preferidas
E não me canso de olhar para elas.

03 junho, 2011

Eu cá sou uma miúda de cerveja

Um professor de uma universidade de S. Paulo é grande apreciador de vinho. Quando há uns meses fui a casa dele adorei ver rolhas de cortiça aos trambolhões numa grande peça de vidro. Todas elas tinham uma data escrita. Num dos jantares ofereceu-me a rolha de cortiça do vinho que não bebi. Ele costuma dizer que não percebe como é que sou portuguesa e não gosto de vinho. De facto, não acho piada. Eu cá sou uma miúda de cerveja!

Por isso, comecei a guardar as caricas das cervejas. É sempre um momento constrangedor ter de pedir ao empregado "Olhe desculpe, posso ficar com a carica?" e depois da cara de totó que por norma fazem perante o meu pedido, digo num sorriso envergonhado "É que faço colecção".

E um dia, em vez de uma grande peça de vidro, hei-de ter um grande copo de cerveja para depois pôr lá todas as minhas caricas com estória, com lugares, com datas.

Sou mesmo bimba, eu sei.

01 junho, 2011

Eu gosto de ser a Dianinha Pequenina

Vi "O Rei Leão" apenas há uns anos atrás, num dos primeiros anos da Universidade. A babe R. dizia-me que se eu não tinha visto em criança era porque não tinha tido infância. Estar a ver o filme, no meu quarto sem janela em Braga, foi como ter tido um momento que deveria ter acontecido muitos anos antes. Foi assim que percebi que o tempo da Dianinha Pequenina pode ser quando eu quiser.

E eu gosto dos meus momentos de Dianinha Pequenina:

Gosto de ter o imaginário aos pulos.
Gosto de sonhar no fundo do mar.
Gosto de encontrar pirilampos.
Gosto do pozinho dos sonhos antes de dormir.
Gosto da fada dos dentes porque dá presentes.
Gosto de soltar gargalhadas em forma de bola de sabão.
Gosto de desenhar e ficar com as mãos pintadas.
Gosto de rebolar no chão e dar cambalhotas.
Gosto dos mexericos na barriga quando ando de baloiço.
Gosto de pintar o nariz com gelado.
Gosto de beijos perlimpimpim.

Gosto de ser Dianinha Pequenina que sabe a música do Rei Leão de cor.

27 maio, 2011

Sapatilhas, Sapatos e Batom *

Hoje é dia de saltos altos. É o que chamo àqueles dias em que tenho de ir ao outro lado do guarda-fatos para ir buscar a roupa com que ando só em dias de saltos altos.

A determinada altura do dia, o G. diz-me: "Ó Diana, onde estão as tuas sapatilhas coloridas?".

Sou uma miúda de sapatilhas coloridas que tem dias de saltos altos.




* Com este título (que mostra que continuo péssima no assunto) o meu blogue ficou com um ar quase de "blogue de gaja". Devo ficar preocupada?

14 maio, 2011

Chapter One

"A wide plain, where the broadening Floss hurries on between its green banks to the sea, and the loving tide, rushing to meet it, checks its passage with an impetuous embrace."

G. Eliot in The Mill On The Floss

12 maio, 2011

As pestanas dão beijos na boca

Não sei o que tenho hoje, mas todos os lugares me parecem catitas para encostar a cabeça e adormecer. O sono é tanto que se as palavras mágicas forem ditas acho que até de pé adormeço. Isto é estranho em mim porque eu sou uma miúda que não sabe dormir. Como é que isto me acontece?

Hummm ...

Tenho para mim que as minhas pestanas estão apaixonadas e querem dar beijos na boca.

04 maio, 2011

"Oh - My - God" *



Chegou Maio. A menina foi ver. A menina adorou.


Tive momentos em que me ri e outros momentos em que fiquei com o coração nas mãos. Mas isto sou eu, que sou uma bimba que gosta de emoção. Tive também momentos em que disse baixinho "ai que fixe!". Mas isto sou eu, que sou uma bimba que gosta de BD. Noutros momentos mexi-me na cadeira como quem dança porque a banda sonora me obrigou. Mas isto sou eu, que sou uma bimba que não pára quieta.


Fiquei até ao fim, mesmo até passar a ficha técnica toda, porque um senhor que estava atrás disse que no final ainda havia mais imagens. Agradeci, voltei a sentar-me e voltei a ficar colada de emoção com as imagens do próximo filme - Thor, Os Vingadores.


Obrigada Marvel por fazerem de mim uma bimba tão feliz!



* Obs. É preciso ver o filme para perceber este título.

25 abril, 2011

Ponto Final.

Tenho uma paixão pelas palavras que não consigo medir.

Desde o tempo da Dianinha Pequenina que as palavras fazem parte de mim. As letras que dão a mão umas às outras, criando palavras e as palavras que cochicham umas com as outras, criando frases. Foi assim que descobri onde reside a magia do mundo: nas palavras.

Sempre escrevi muito. Em cadernos, em folhas soltas... porque acho que não há nada como escrever à mão. No tempo da Dianinha Pequenina ainda escrevia nas paredes de casa, para desespero da minha mãe (e também fazia desenhos nos parapeitos de madeira da janela). Neste mesmo tempo sonhava em ser escritora. Custava imaginar-me "adulta", por isso, se o tivesse de ser que fosse para fazer uma coisa fixe... e haveria coisa mais fixe do que poder escrever?

Fui escrevendo e vou escrevendo. Muito para mim e à minha maneira. É como a pontuação. Muito à minha maneira porque prefiro reticências a pontos finais. Não gosto de histórias acabadas e definitivas. Lembrei-me desta minha bimbice porque, um dia destes, estava a ler um artigo em que vários escritores portugueses falavam da sua "Anatomia da Escrita", ou seja, falavam dos seus rituais para escrever. O José Luís Peixoto, de quem gosto particularmente, não descreveu nenhum ritual por serem demasiado pessoais para partilhar. Então falou de outras coisas ...

"(...) o ponto final é um momento inesquecível. Recordo-me de onde estava, como estava no momento de cada ponto final dos textos mais marcantes que escrevi. A minha própria vida é pontuada por esses pontos finais."


Depois de ler isto quase que me apeteceu gostar de pontos finais.
Prefiro reticências (...) que acabam por ser três pontos finais ...
E, às vezes quatro, quando me apetece acrescentar mais outro ponto .... que (não) é final.

23 abril, 2011

Mais bimbices

Às vezes, uso o "e pronto" para fechar uma conversa e outras vezes para fechar um tema.
Pelo menos é o que consta por aí...

E pronto. Sou uma bimba coerente.

19 abril, 2011

Super Bimba






Agora sou uma bimba com pinta de super heroína, tipo Wonder Woman. O rímel põe as pestanas violetas ... tão catita. E o batom é vermelho ... há quem diga que me fica mesmo bem.

Já disse que sou uma Super Bimba feliz?

18 abril, 2011

So Far So Good

Estou oficialmente a entrar no meu 2º ano do doutoramento. Olho, então, para o último ano e o que vejo? Tanta coisa que parece que foi muito mais do que 365 dias.

Tudo começou com o momento do "aprovado". Foi uma sensação de satisfação que acho que nunca tinha sentido. Fazer birra, bater com o pé no chão, não deixar que me contrariem ... às vezes tem de ser para garantirmos aquilo que queremos. E eu sempre soube muito bem o que queria. Não foi fácil ir mantendo esta postura ao longo de tanto tempo, mas fui conseguindo equilibrar e aguentar e suportar e, acima de tudo, acreditar. Valeu a pena. Depois foi o arranque ... para mim não foi estranho, porque não sentia que estava a começar, mas antes a continuar. Desde o estágio que ando nisto e são, portanto, quatro anos. Por isso, tive tempo de perceber como é que se faz investigação, como se trabalha, como se publica, onde é que eu sou boa e onde é que eu falho (continuo a não saber fazer títulos em condições!). Fazer investigação faz parte de mim. No meu imaginário sei que seria capaz de fazer muitas coisas (da fotografia à escrita), mas é investigação que eu faço e que quero fazer. Acho que a maior parte das pessoas não percebe muito bem o que isto é, pelo menos é o que vou sentindo, mas qualquer dia ainda escrevo sobre isto.

Este foi um ano centrado nas aulas do mestrado e na pesquisa de informação. E como não sei estar só a fazer uma coisa, ainda foram a organização de conferências e workshops e, claro, a submissão de projectos. Quatro submetidos. Três à espera de resposta e um recusado por termos falhado num dos requisitos, tornando a proposta elegível (cada vez que penso dá-me um "bac!" cá dentro).

Este ano vai ser ano de resultados e é por isso que tenho de estar mais focada. Recolha intensiva de dados - inquéritos e inquéritos e inquéritos! Publicações em conferências (já lá vão seis!), mas é nas publicações em revista que estou a apostar. Espero no final do ano ter duas prontas para submissão.

Houve uma altura em que a minha orientadora me disse para ter cuidado com a ambição. A verdade é que preciso de ter estes números na minha cabeça para fazer acontecer. Acho que depois ela percebeu o meu ponto de vista, mas deixou-me a pensar se efectivamente conseguiria suportar tanta carga. Continuo sem saber ... e também isto faz parte do processo: inseguranças e incertezas, medo de falhar, lidar com críticas, suportar o cansaço, resistir à pressão, engolir sapos (e às vezes elefantes) ... há dias assim, que apetece mesmo mandar tudo às favas, mas vou sentindo que também é isto que me faz perceber aquilo que quero e aquilo que não quero e que também me faz acreditar que posso fazer mais e mais e mais.

E pronto. Parece que faltam três anos.
So far so good.

14 abril, 2011



Tenho para mim que este menino vai ser um dos meus super-heróis preferidos. Por enquanto é só um palpite ... A ver como correm as próximas leituras.


13 abril, 2011

Mais bimbices

O meu dia só foi suportável porque fui pensando nas tiras do Wolverine que estão à minha espera.
E sinto-me tão contente ... que é como se tivesse visto o céu cor-de-laranja brilhante ao final da tarde.

11 abril, 2011

Chewbacca - o regresso!


Após três meses, o meu cabelo voltou a dar-me ar de Chewbacca.
Começo sem saber o que lhe fazer ... Agora com o sol dá-me para fazer assim uma trança. Acontece que mais do que uma pessoa me disse que parecia a Heidi. Mas a Heidi não tem tranças, pois não? Pode ser um indicador de que, com trança, fico com ar do campo
(o que me faz ser ainda mais bimba ... logo eu que adoro a cidade!).

Adiante...

Hoje de manhã até o Chewbacca tinha um cabelo mais catita do que o meu. Nem trança consegui fazer. Foi o sinal de que precisava para deixar de adiar a ida à Bertília. Tem mesmo de ser.

Mas agora vamos lá saber: o que é que eu faço?!
Mantenho comprido? Volto ao cabelo curto?

Não sou esquisita. Contem-me tudo!

10 abril, 2011

Mais bimbices

Fico tão contente quando visto uma camisola nova que até que me esqueço de tirar a etiqueta ....
e assim andei todo o dia!

(até me terem avisado e, por conseguinte, ter levado gozo fixe)

09 abril, 2011

As Doutoras

Às vezes, na brincadeira, tratamo-nos por Doutoras.


A S. é a Doutora Morena.
Metódica. Reflexiva. Organizada. Concentrada. Planeia tudo com pormenores para chegar à perfeição. E chega. Acabou o doutoramento em Janeiro e na mesma semana soube que tinha conseguido uma bolsa da FCT para o pós-doutoramento. Trabalha pela fresquinha, tão pela fresquinha que no meu fuso horário é madrugada. Como ela costuma dizer "I'm a morning person". Invejo-a por dormir em qualquer lado e em qualquer altura. Quando fomos para a Áustralia fez o vôo Londres-Hong Kong todo a dormir. E eu olhava vezes sem conta para ela, encostada à janela num sono profundo, e pensava que quando fosse grande queria ser assim. Depois é a nossa doutora catita, que é abordada na rua para ser modelo porque anda como quem desfila.


A D. é a Doutora Loira.
Descontraída. Animada. Faz-nos sempre rir quando diz "ai tenho de ir fumar um cigarrinho!" ou quando diz que vai passar o fim-de-semana a "White Castle". Sempre ao telemóvel com o Zequinha ou com a Tininha. Está a fazer o mestrado e está sempre em maratona com os inquéritos para a dissertação. Sempre com resposta no lugar certo e com histórias cheias de emoção.


Eu sou a Doutora Ruiva.
No início bem que insisti que a cor do meu cabelo era violeta e não ruivo, mas fiquei a ser ruiva para completar o trio. Sou a primeira a chegar às reuniões. A S. bem tenta competir comigo, mas eu ganho sempre. Já trabalho com a S. há quatro anos, desde o meu estágio. Não consigo pôr em palavras o quanto já aprendi com ela. Às vezes, basta olhar uma para outra e já sabemos o que a outra está a pensar, o que precisamos fazer e como vamos fazer. Temos vindo a trabalhar com a D. neste último ano, apesar de já a conhecer há muito tempo, porque tirámos a licenciatura no mesmo ano. Qualquer coisa que é preciso e a loira está lá!


Somos as três orientadas pela AF. Segundo a FCT é "uma orientadora de mérito" e esta semana defendeu as provas de agregação... fez um brilharete! Houve até quem dissesse que certamente ela não vive num planeta com 24 horas. Exigente. Faz muito e com qualidade. E também nos põe a fazer muito e com qualidade. Como ela costuma dizer, "fazemos uma boa equipa".

Somos todas diferentes, mas todas gostamos daquilo que fazemos "Hard work but quite fun too".

06 abril, 2011

Os instrangeiros que voltaram

Quando nos disseram que os instrangeiros iam voltar revirámos os olhos, que é como quem diz "Oh Noooo!". E quando nos disseram que íamos dar três sessões de formação aos instrangeiros, para além de revirarmos os olhos dissemos mesmo "Oh Noooo!".

A verdade é que foram sessões bem catitas. Estes instrangeiros, fazem parte do projecto, mas nunca tinham vindo a Portugal. Trouxeram muita vontade de passear, mas também muita vontade de aprender coisas novas. E só por isso valeu a pena. Acima de tudo partilhámos realidades, de cá para lá e de lá para cá. E devo dizer que o que ouvi de lá
(Georgia, Ucrânia e Arménia) até me deu vontade de dar abracinhos a Portugal... Mas perdi logo a vontade quando me lembrei da crise política, do FMI que vem aí e do raio que o parta (que isto está mesmo mau!).

E, mais uma vez, foi muito catita trabalhar com as doutoras, a morena e a loira.
Um dia tenho de falar aqui delas...

04 abril, 2011

Sou Benfiquista, não sou Anti-Portista

O Porto foi campeão. Hummm ... será que alguém ficou surpreendido com isso? É que eu não. Foi campeão e pronto. Se lá chegou foi porque teve pontos para isso e ontem lá conquistou mais três. Se não fosse ontem seria noutra jornada.

Reconheço que amuei um bocad(inh)o. Se não amuasse é porque não seria uma benfiquista à séria. Mas amuei, da mesma forma como se tivesse sido com o Sporting, com o Guimarães, com o Braga ou com qualquer outra equipa. E amuo, não digo palavras feias.

E, para mim, o que importa são as capas do jornal com o Benfica, os golos que comemoro do Benfica, a vontade danada que continuo a ter para ir à Luz .... Tudo porque sou Benfiquista, não sou Anti-Portista.

03 abril, 2011

Como só ele sabe


O Mia Couto regressa como um "Tradutor de Chuvas", que constrói versos como só ele sabe.


"A minha tristeza

não é a do lavrador sem terra.

A minha tristeza

é a do astrónomo cego."



O senhor que escreveu uma nota sobre o livro na Actual do Expresso desta semana deu-lhe duas estrelas (safado!). Eu, mesmo sem ler, dava cinco. "Quem é que ainda tem paciência para a sonholenta janela"?, escreve o safado. Pois tenho eu! E hei-de ter sempre paciência para o Mia Couto. São palavras inventadas como só ele sabe. E mesmo que sejam inventadas de forma repetida, são inventadas de uma forma repetidamente inédita. Só quem não sabe costurar estórias e sonhos é que pode não ter paciência para descobrir que as coisas repetidas podem ser também uma novidade. O Mia Couto põe a novidade nas imagens mais simples. Nas terras e nas gentes. Nos diálogos e nos pensamentos. Nas personagens e nas tradições. E sempre como só ele sabe.

Tenho os meus livros todos com a assinatura do Mia Couto, com a data, com um beijo ou um abraço. Em todos esses momentos, numa das minhas livrarias preferidas, ouço-o sempre contar a estória do livro que está a lançar. E faz de um modo como só ele sabe.


E é como só ele sabe porque é o Mia Couto.