31 dezembro, 2011
[2012]
Em Fevereiro faço o curso de escrita criativa.
Em Março vou fotografar muito.
Em Abril é a viagem da primavera.
Em Maio é o mês do coração.
Em Junho respiro futebol.
Em Julho é o concerto da minha vida.
Em Agosto vou escrever mais para a tese.
Em Setembro já estou sem miolos.
Em Outubro faço 28 anos.
Em Novembro já devo ter o cabelo comprido outra vez.
Em Dezembro estou a escrever coisas para 2013.
29 dezembro, 2011
2011 - momentos altos # 3
2011 - momentos altos # 1
e lembro-me muitas vezes deste dia (até da galerinha no ônibus!)
27 dezembro, 2011
Já disse que eram artigos mesmo importantes e que passei o dia a lê-los?
Quando acabei, feliz da vida, gravo direto na dropbox como sempre. Passado uns minutos fui confirmar um dado e eis que versão atualizada ... onde está, hein? Em lado nenhum ... NENHUM.
E está a dar-me uma coisinha nervosa ... por isso, vou desligar o trombolho e ler o Wolverine, numa tentativa de fingir que isto não aconteceu.
24 dezembro, 2011
22 dezembro, 2011
o senhor de quem dizem maravilhas
Comprei o "kafka à beira mar" porque estava em promoção (e deu para trazer outro do Saramago debaixo do braço) e porque se o senhor-de-quem-dizem-maravilhas se atreve a pôr kafka no título é porque alguma coisa de bom há-de ter.
De desconfiada passei a curiosa e nesse mesmo dia comecei a ler.
Há muito que um livro não me agarrava logo na primeira página. O senhor-de-quem-dizem-maravilhas escreve de uma forma que nos deixa com a respiração suspensa. Andei dias seguidos com as mais de 600 páginas atrás de mim, aproveitando cada espacinho livre para ler mais umas quantas páginas. E depois desta evidência (sim, funciono muito com base em evidências), agora sou eu que digo maravilhas do senhor-de-quem-dizem-maravilhas.
A escrita, recheada de cultura japonesa e misturada com cultura ocidental, leva-nos a acreditar que há quem possa falar com os gatos, que há quem consiga entrar pelo meio da floresta sem se perder, que há quem possa saltar pelo tempo, para a frente e para trás, em todas as direcções. Acreditamos porque estamos na história. É isso que o senhor-de-quem-dizem-maravilhas faz: põe-nos na história.
E esta é a minha resposta a todos os que me perguntaram " e que tal, como é ler Murakami?":
é mesmo o senhor-de-quem-dizem-maravilhas.
21 dezembro, 2011
nos entretantos destes dias
Enervei-me com a franja que já passou o limite do tolerável.
Comecei o "Todos os Nomes" do Saramago.
Fiz uma aula de RPM e consegui respirar até ao fim (é desta que volto para o ginásio).
Pus "A Toca" a tocar no carro e fiquei tocada com sorrisos.
Ando a preparar-me para comprar a Bebé (ai que nem cabo em mim de emoção!).
Ouvi repetidamente, de forma inédita, o novo cd dos B Fachada (que neste momento estão a dar um concerto no CCB).
e agora vou continuar a trabalhar.
16 dezembro, 2011
outra vez ... wolverine
De repente, tudo muda.
Debaixo de um nevoiro opaco e áspero em Amesterdão, entro numa livraria (a segunda nessa tarde) e vejo uma estante maravilhosa com livros de BD e com preços ainda mais maravilhosos. Já tinha três livros na mão quando vejo o "Wolverine - Enemy of State vol 2" ... Podia dizer que contive a histeria, mas estaria a mentir. Não contive, nem quis conter, sobretudo de ver que estava a cinco euros (!).
Comecei a ler há uns dias e está bom, muito bom , miles de bom.
14 dezembro, 2011
baralhação
Hoje acordei convencidíssima que era sexta-feira e só depois pensei que o despertador (formalmente designado de feio e mau) estava a tocar a horas indecentes porque tinha de ir buscar a mana maravilha e o cunhado preferido ao aeroporto.
Adiante ...
Como se não bastasse a "baralhação" dos dias, acontece também uma "baralhação" das horas. Sinto as minhas pestanas com vontade de dar beijos na boca, o que considero um sintoma de sono (sim, porque agora sou um ser que dorme como as pessoas normais!) e lá me vou preparar para deitar, que é um ritual que dura entre os 30 e os 60 minutos, porque inclui ler. Então penso, devem ser 23h ... pois sim, são 22h.
Oh, baralhação!
13 dezembro, 2011
o meu lado geek
Ficou um vazio, um vazio que nunca esperei sentir. Eu assumo a ligação emocional que crio com objectos (chega a ser quase disparatado), mas neste caso não era só com a Bebé; era também pelo que ela me permitia fazer, uma das coisas que mais gosto - fotografar.
Durante meses andei a ver modelos, a antecipar tendências, a ponderar preços, a ver seguros. Reconheço em mim a diferença de comportamento. Quando comprei a Bebé foi entrar na FNAC só para ver e acabei, num impulso de terna loucura, por a trazer ao colo. Agora ... pondero e penso e repenso. Fui dando pequenos passos: comprei a bolsa para a máquina (ai tão catita!); comprei um cartão memória a um preço que nem sabia ser possível. Decidi-me pela Nikon D90, a mesma que tinha. Digamos que seria uma prima da Bebé (sou muito bimba, eu sei). Apesar dos preços tentadores da Canon, que em muito contribuem para estas minhas dúvidas, a D90 da Nikon é uma máquina intemporal que é difícil de superar. Pensei eu ...
Um dia estava na FNAC e vi a Nikon D7000. Catita, pois é?
Tem ainda mais do que D90 e um cheirinho da D300s (que é a menina dos olhos da Nikon).
Voltei às dúvidas. Mas prometo: até ao fim do ano tomo uma decisão.
Posso demorar a tomar uma decisão, mas quando a tomo é como se a minha opção fosse a única que sempre existiu.
12 dezembro, 2011
"tempo para cantar"
Entregue às palavras cantadas e ao desejo de ouvir umas tantas outras, trabalho de forma (des)sossegada: revejo artigos, trabalho sobre dados, estruturo ideias ainda soltas na cabeça. Nos entretantos vou procurando máquinas fotográficas, numa vontade quase obsessiva de voltar a disparar sobre o mundo e sobre personagens que depois me façam escrever.
Seguro a vontade por mais um dia e retomo as palavras cantadas: "é bom ter má fama / dá para ter vazia a cama / e nesta solidão de Kant / ser tido um grande amante".
11 dezembro, 2011
Contestória # 5
O Ivan
08 dezembro, 2011
já não faz mal molhar-me
Depois é só esperar pelas gotas, para saltitar pela rua como se tivesse asas... já não faz mal molhar-me! Não preciso de regras para conseguir coordenar o guarda-chuva na mão cada vez que começo a girar sobre mim mesma, em voltinhas sem sentido, na esperança de colocar a alma no lugar.
06 dezembro, 2011
linhas de faz de conta
Há quem diga que somos loucas por irmos só com um bilhete de ida e com planos que não são planos, são vontades. Nós admitimos que somos loucas, umas loucas que só querem ser elas mesmas. Ser com história: diálogos que são história. imprevistos que são história. pessoas que são história. comida que é história. retratos que são história. (...) nós só queremos ser história.
ainda não nos chamaram de loucas
... mas talvez um dia leve mesmo só um par de sapatilhas.
05 dezembro, 2011
isso, das saudades.
São saudades de demasiadas pessoas:
Da cor preferida que vai dar um pulo a Londres. Da mana maravilha que ainda ontem a vi. Das babes que estão em todos os espaços. Das mosqueteiras que levantam as espadas. Das histórias do Z. e das histórias do J. Da professora da primária. Da avó que brilha.
São saudades de demasiadas coisas:
De tirar fotografias. De fazer o pino no chão da sala. Do cheiro da casa antiga. De escrever bilhetes nas aulas com poemas da Sophia. De dançar na varanda do 1º C. Do chão do Chiado. Da tequilla no Enterro. Dos livros do Sebinho.
(...)
Saudades, também, do que eu poderia ter sido e não fui.
Mas que talvez poderei ainda ser, numa história qualquer, escrita num caderno qualquer.
02 dezembro, 2011
Hoje é sexta-feira

Foi um dia de sol e até apareceram-me estrelas!
01 dezembro, 2011
Oh pah ... que emoção, pois é?

29 novembro, 2011
o dormir fingido
Consigo pensar melhor.
Consigo estar mais concentrada.
Não fico tão cansada.
Não preciso de beber tanto café (se bem que petece-me).
É certo que é um um dormir fingido, porque preciso do pozinho perlimpimpim. Continuo sem saber dormir, mas antes um dormir fingido do que um não dormir.
23 novembro, 2011
Olhó passarinhooo !
Hoje a minha mãe entra pela sala dentro com uma gaiola na mão. O que é isto significa? Que temos novidade cá em casa. Um pássaro amarelo. Catita que só ele. Este é o resultado de meses (meses!) de negociações. Mas eu continuo a querer um cão, a N. uma toupeira (!) e a C. uma cobra (!!). E a mãe continua a dizer-nos que não.
Mesmo sem toupeira ou sem cobra, as minhas pequenas gigantes vão adorar ...
Hummm ... só tenho medo do nome que lhe possam dar.
15 novembro, 2011
coisas que a Dianinha quer # 13

11 novembro, 2011
Pois é. Hoje voltei. Sem grandes coisas para dizer, mas com vontade de escrever sem ter de me preocupar com o acordo ortográfico. Ah, não há forma de me habituar. Parece que estou a trair as palavras, ao tirar-lhes um "c" ou ter de matar um acento. Às vezes apetece-me contrariar a exigência e acabo por escrever as palavras como no antigamente (agora pode-se dizer assim) e depois ponho o documento no Lince* para ter de ser ele a tirar os "c" e a matar os acentos. Um dia escrevo como (agora) deve ser. Por enquanto não.
Agora vou voltar à escrita da tese. Já estou na fase "tem de ser, tenho de fechar o capítulo". Mas tenho aqui três post its (um amarelo, um verde, um azul - para coisas diferentes) cheios de coisas escritas para fazer. TO DO. TO CLOSE.
28 outubro, 2011
dias seguintes
No dia seguinte a fazer 27 anos soube que estou a ver pior e toca a aumentar a gradução das lentes, o que implicou comprar óculos novos. Nada de roxo desta vez. Uns Miu Miu que devem ter sido feitos para mim. Pretos com as hastes às riscas, como as das zebras. Catita, pois é?
No dia seguinte ao seguinte a fazer 27 anos recebi um postal dos alunos do ano passado (a equipa maravilha) que me fez rir e me encheu por dentro todos os espacinhos em branco que poderia ter.
Agora falta saber como vai ser o resto dos dias seguintes.
25 outubro, 2011
11 outubro, 2011
sim, é viciativo
Como eu gosto de cozinhar (e de comer também, diga-se) ver estas coisas dá vontade de me meter na cozinha a estas horas só para experimentar coisas e inventar e misturar e cheirar...
E quando dou por mim a ver episódios repetidos... Hummm...
É porque isto é mesmo viciativo.
Obs. é o primeiro post que escrevo do meu tablet catita... sinto-me uma geek à séria e não é que é fixe?
07 outubro, 2011
amor ao papel ... e às palavras
Obrigada à D. e a C. por me trazerem isto da cidade das núvens, a cidade das minhas saudades.

23 setembro, 2011
Eu e as insónias
E depois de ter acabado "A Tragédia da Rua das Flores" do Eça de Queirós comecei com estes dois na mesma noite:

E que catitas que são.
[tenho para mim que os vou absorver num instantinho ... com ou sem insónias]
Outono
É o tempo da marmelada. E como eu gosto ... mas sou exigente. Pouco doce e tem de se sentir os grãos minúsculos dos marmelos. Gosto de misturar com queijo. Gosto de fatias finas nas bolochas maria. E gosto de marmelada, assim, sem nada.
É o tempo do milho. Vê-se nos campos as folhas altas que fazem labirintos e esconderijos.
É o tempo das uvas, que se pisam, colorindo a pele; o aroma forte que se agarra às narinas.
É o tempo em que os dias ficam mais pequenos, mas há almas que continuam grandes.
É outono (agora se escreve com letra minúscula) e como diz a música do Tiago Bettencourt "pode ser tanto quanto somos".
18 setembro, 2011
é domingo
E é isto que daqui a pouco vou ouvir e cantar no carro da babe R. a mais a babe I.
"my, my, my, my, my, my, my, my"
Muito alto, s.f.f.
17 setembro, 2011
caracoleta
E a mana maravilha, se quer que a ajude a fazer o jantar, não me pode perguntar: "Queres mais?".
16 setembro, 2011
é assim que se acaba a semana
Sempre quis ir a Estocolmo no Outono.
A babe I. é que diz que esta música tem a minha cara!
15 setembro, 2011
bate bate coração

12 setembro, 2011
é assim que se começa a semana
[Lykke Li & Bon Iver é mais que perfeito]
11 setembro, 2011
09/11
Há dez anos atrás, ainda nas minhas férias de Verão, chego a casa perto da hora de almoço e vejo a minha mãe, a minha irmã e uma amiga (estavam a estudar Contabilidade para a época de Setembro e foi desta forma que fui tendo a certeza que Gestão de Empresas não era para mim) em silêncio a olhar para a televisão. Não foram precisos muitos minutos até me juntar a elas, ainda nem tinha tirado a carteira do ombro. Vi aquelas imagens repetidamente e em todas as vezes não sabia muito bem o que pensar.
Foi com o 11/09 que compreendi o que realmente significa "vulnerabilidade".
Sempre evitei ler testemunhos ou documentários que mostrassem a dimensão humana desta questão. O que aconteceu foi tão duro de ver que, ler ou ouvir na primeira pessoa alguém que sobreviveu, alguém que perdeu alguém, alguém que salvou pessoas ... é emocionalmente esmagador. Hoje estava a ler a "Única" do Expresso e li a história do João, um luso-descendente que trabalhava na torre sul e que se poderia ter sobrevivido, mas preferiu voltar atrás para salvar uns amigos. Não voltou. Li a história de dois casais de portugueses que mantiveram o seu espaço comercial aberto, quando todos os outros estavam fechados, a fornecer água "Luso" (entre outras coisas) a todas as pessoas que precisassem, sem pedir nada em troca. Li transcrições de chamadas telefónicas.
.... e há muito mais que poderia ter lido. São muitas as histórias. São muitas as pessoas. São muitas memórias.
10 setembro, 2011
AC/DC
E lembrei-me de os ouvir agora para ver se ainda me aguento a trabalhar.
E como eu adoro as versões ao vivo!
08 setembro, 2011
Conversas da alma # 10
"(...) Hold me darling just a little while (...)"
Não ouvia há muito tempo, mas continuo a saber a letra de cor.
E continuo também a adorar esta música, como da primeira vez que a ouvi.
E continuo a achar que é das melhores músicas dos Pearl Jam.
Fora de Horas

Depois te ter acabado o "Hobbit" (ooohhh!) comecei com o Demolidor. Este Frank Miller é um catita e o desenho do Romita (o mesmo que fez do livro do Wolverine que ainda há pouco tempo falei) é o melhor.
Normalmente leio sempre antes de me deitar, mas estou há 30 minutos à espera do senhor da Meo, que vem cá a casa entregar a pen de banda larga (net portátil ... obaaa!). Por isso, para não me dar os nervos peguei no Demolidor fora de horas e como sabe bem.
Ah! Parece que o senhor (atrasado) chegou.
07 setembro, 2011
(não) gosto
Agora sozinha aqui no gabinete pus-me a pensar ... não gosto de trabalhar assim. Não gosto de passividade. Não gosto da falta de compromisso. Não gosto de ver falta de reconhecimento. Não gosto da falta de vontade em comunicar. Não gosto quando a informação não circula. Não gosto do mínimo.
Faz parte de mim encarar as coisas de forma positiva e quase até divertida. Sei o que não gosto, mas também sei o que gosto. Hoje gosto de Radiohead e isso basta-me.
06 setembro, 2011
USA
Eu sei que vai parecer repetitivo mas ... a menina quer! a menina quer! a menina quer!
Há muitos países, cidades e vilas que a menina quer (não me peçam exemplos que despejo já uma lista sem fim) mas os States andam-me a piscar o olho ... ai andam andam!
05 setembro, 2011
Little Surprise
Como, mas como é que só descobri estes moços agora?
A Actual do Expresso dá 4 estrelas, mas considerando o que estou a ouvir dou já 5 estrelas bem catitas.
04 setembro, 2011
Premissa Lógica # 2

03 setembro, 2011
Leituras
O "Hobbit" em BD, que ando a demorar porque não quero que acabe.
A"Tragédia da Rua das Flores" porque o Eça é genial (sim, falo dele no presente).
Quatro revistas, três de fotografia e uma de viagens, porque é fácil porem-me a sonhar.
Coisas de trabalho? ... Hoje não.
02 setembro, 2011
01 setembro, 2011
setembro
Tenho andado movida a uma esperança condenada... condenada porque os sinais andam aí, como as palavras a amarelo no jornal Expresso; mas eu finjo, finjo que não é nada comigo. Agora não posso fingir mais, o acordo ortográfico está aí. Vou ter de escrever sem acentos e mais isto e aquilo ... ufff ... sinto-me a trair as palavras. Não gosto.
E saber que este capítulo que estou a escrever depois vai ter de ser todo alterado. Porque o acordo ortográfico diz que sim. Já disse que não gosto?
31 agosto, 2011
29 agosto, 2011
strumpfixe *

Desde que conheço os "Estrunfes", que é quase como dizer desde sempre, que digo e vejo escrito "Estrunfes". Agora com o filme escrevem "Smurfs". Mas segundo a Wikipédia (a toda-poderosa) o original é "Schtroumpfs". Com este processo todo de mutação, já não se sabe bem a quantas ficamos. Para nós ficou "Strumpf" e demorei algum tempo até decorar como se escreve.
Adiante ...
Hoje peguei na pequenada e lá fomos ver o filme. Chupas-chupas, pipocas, cornetos de morango, óculos catitas ... Tudo a que temos direito. Foi hilariante ver a minha pequena N. de braços no ar, a tentar apanhar tudo o que era Strumpfs, cada vez que ficavam mais perto! Queria trazer um para casa. Tive de dizer que tínhamos de os ir buscar ao Mc Donalds, com o Happy Meal. Sorrimos as duas.
Há mesmo momentos de Lua Azul e isso ... é strumpfixe.
(perdoa-se o azul porque o Grande Strumpf veste-se de vermelho!)
27 agosto, 2011
Brand New Shoes *

20 agosto, 2011
Wolverine

Se fui tendo dúvidas se o Wolverine poderia ou não tornar-se no meu super-herói preferido, o "Wolverine: Inimigo do Estado (vol 1)" fez-me perceber que nenhum super herói pode ser tão agressivo, selvagem, forte e divertido como ele é. O Batman não é assim. O Homem-Aranha também não. E o Capitão América muito menos. Wolverine é que é!
O argumento está genial e o desenho tem tudo o que gosto em BD.
E o Wolverine ... Bem, nunca deveria ter ido ao Japão.
That's all I can say.
E que venha o volume 2 rapidinho, sim? A menina quer.
coisas que a Dianinha quer # 12
De todas as coisas que a Dianinha quer (umas acaba por ter, outras nem por isso), esta é a mais espectacular de todas ... Ups! Perdão ... Ispetacular (pois é, eu faço o meu próprio acordo ortográfico, mas um dia falo sobre isto).
Mas olhem só que catita: Pentax Optio NB1000.
Dá para disparar e ... para brincar! Divertia-me miles com isto na mão.
19 agosto, 2011
Dia Internacional da Fotografia
fotografar com a minha Bebé, inventar ângulos e experimentar arrastamentos, dar-lhe na profundidade de campo e treinar panning's, mudar de objectiva, montar o tripé e disparar só porque sim.
Eu e os Livros
Sinto os meus livros quase como personagens:
- aqueles livros que li e reli e que sinto que está na hora de repetidamente reler
- aqueles livros que me fazem pensar "Dianinha, Dianinha, onde estavas com a cabeça para comprar isto?"
- aqueles livros que mudaram alguma coisa em mim
- aqueles livros que deixei a meio (são poucos, muito muito poucos)
- aqueles livros que ainda não li
- aqueles livros com excertos sublinhados
- aqueles livros que gostaria de ter sido eu a escrever
Aqueles livros que são mais de cem, só no quarto, e já não tenho onde pôr, mas sei outros que quero comprar.
01 agosto, 2011
30 julho, 2011
27 julho, 2011
Mais bimbices
A época está aí e eu não me seguro com tanta emoção ... até suspiro.
Saudades de ver futebol todas as semanas.
Saudades de ver o Benfica.
Benficaaaaaaa!
26 julho, 2011
Mas afinal o que é que fazes?
Perguntam-me, muitas vezes: “Mas afinal o que é que fazes?”. Respondo com um estoicismo previsível: “Faço investigação”. Algumas pessoas ficam a olhar para mim como quem não percebe a minha resposta. Outras fingem que percebem. E outras percebem mesmo.
Costumo dizer que fazer investigação não é um trabalho das 09h às 17h. Exige tempo, muito tempo. Tempo que às vezes não temos, tempo que às vezes temos de inventar. Deixamos de fazer outras coisas de que gostamos, deixamos de estar com quem precisamos.
Quando estamos a fazer investigação, sobretudo um doutoramento, ficamos imersos a pensar em soluções, em estratégias, em formas de fazer acontecer uma ideia. Muito mais do que aquilo que fazemos, fazer investigação é também aquilo que somos. Fazer investigação permite isto mesmo: conhecermo-nos melhor, conhecer os nossos limites e até a nossa capacidade de superação. Coisas que aprendi sobre mim: gosto da diferença, quero marcar a diferença; demoro a tomar decisões, penso demais; tremo com medo de falhar, apesar de ter planos ambiciosos.
Há um ano, numa conferência sobre estas coisas, ouvi uma americana (já não me lembro do nome) dizer que há uma palavra-chave na investigação: confiança. À medida que o tempo passa vejo o quanto isto faz sentido e como, ao mesmo tempo, é difícil ir mantendo esta confiança em nós. É muito fácil a pressão e o cansaço pôr em causa a nossa confiança. É muito fácil quebrarmos com um artigo rejeitado. É muito fácil deixarmos que esta ideia nos venha à cabeça “oh pah, por que é que me meti nisto!”. É muito fácil alguém fazer-nos sentir que o que fazemos não serve para nada. O processo não é fácil mas torna-nos melhores.
Fui aprendendo que para fazer investigação é preciso P.O. – Paciência e Optimismo. É isto que não nos deixa desistir. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, vou ter um artigo em revista. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter um projecto aprovado. Penso sempre que, mais cedo ou mais tarde, é preciso fazer mais e muito e melhor. Eu penso muito e tenho muito P.O.! O que me conquista ao fazer investigação é aquela sensação de estar sempre a aprender. Ao mesmo tempo vou sentindo que há muito mais para aprender. “Só sei que nada sei”. Depois temos espaço para ter ideias, para discutirmos e construirmos com os outros. Uns ficam presentes, outros ausentes. Não precisa de ser um caminho isolado e eu tenho o privilégio de ter a melhor companhia do mundo.
E da próxima vez que me perguntarem “Mas afinal o que é que fazes?” vou responder com um estoicismo previsível: “Penso”.
20 julho, 2011
SuperMag
I love my job!
18 julho, 2011
17 julho, 2011
A Escócia é um país de um antigamente presente. A tradição está mesmo ali: nas ruas, no sotaque fechado, na música, no whisky, nos tecidos, no chá, nos castelos, nas lendas ... Não fomos ver o Ness, mas como costumo dizer, temos de deixar alguma coisa para a próxima. E eu quero voltar. Oh se quero ... Falta o sul e as ilhas e mais castelos e mais ruas e mais jardins.
Foi impossível não fazer compras! Fui com uma mala e cheguei com duas. Na alma trouxe inspiração, histórias divertidas e gargalhadas que nos ligam ainda mais. Também trouxe olheiras até ao umbigo (as insónias voltaram!), muitas ideias e, claro, a vontade de um regresso, mochila às costas e uma Bebé ao ombro (ai que saudades de fotografar à séria!).
10 julho, 2011
08 julho, 2011
06 julho, 2011
Don't Fit.
Um dia destes desenvolvo a ideia.
Quando começar a dormir mais de quatro horas por dia.
01 julho, 2011
Conversas da alma # 9
- grita muito quando o Benfica marca golos e também quando não marca!
- prepara caracóis para mim (e estamos na época!)
- cozinha pratos muito catitas
- contribuiu para a maior besaina de todos os tempos (Enterro da Gata 2005)
- gosta muito da mana maravilha
O meu cunhado é a pessoa mais generosa que eu conheço.
O coração dele é tão grande que dá voltas e voltas à lua.
Hoje o coração dele ficou mais pequenino, mas continua a dar voltas e voltas à lua.
E ainda mais.
Não te esqueças dos sorrisos abertos, sim?
29 junho, 2011
Contestórias # 4

Tropeço na calçada porque ninguém me vê. Tropeçam em mim porque eu vejo toda a gente.
Daqui todos me parecem grandes: afastam-se quando outros se aproximam.
Daqui todos me parecem importantes: falam mais alto porque os outros falam alto.
Daqui todos me parecem felizes: mas eu olho só para cima e não para dentro.
28 junho, 2011
É por estas e por outras que eu gosto do Batman
Batman: "Easily."
Robin: "Easily."
Batman: "Good grammar is essential, Robin."
Robin: "Thank you."
Batman: "You're welcome."
27 junho, 2011
Eu e os Bastidores
Na verdade, é onde começa o verdadeiro espectáculo. É onde estão as folhas com os argumentos, as roupas, os camarins. É onde se contam estórias e se marcam tradições. É onde nascem e morrem personagens. Se fosse artista, seria uma artista de bastidores.
Esta acabou por se tornar uma das minhas peças preferidas. Pelas máscaras que trazem miles de personagens através de apenas três actores. Pela linguagem corporal que diz mais do que qualquer diálogo. Pela criatividade na sequência de actos. Pelas vezes em que ficava de boca aberta num fascínio a tomar conta de mim. Pelo meu lado esquerdo. Por ser nos bastidores de um teatro. Já disse que gosto?
Obs. A cena do "Cisne Branco" simplesmente hilariante!
24 junho, 2011
20 junho, 2011
Back to Start
O pequeno-almoço é sempre composto por cereais, iogurte natural, música e, às vezes, papaia.
Hoje descobri a Lily. Acho que posso dizer que já a conhecia de vista, mas nesta segunda-feira achei-lhe piada. Fez-me dançar pela sala. Fez-me saltar quando ela disse "jump!". Fez-me sorrir por começar tão bem o dia.
15 junho, 2011
X-Men | First Class
13 junho, 2011
Olha q' pérola!
Olha que catita, pois é?
quando não há tempo para sonhar
podemos sempre cantar
10 junho, 2011
03 junho, 2011
Eu cá sou uma miúda de cerveja
Por isso, comecei a guardar as caricas das cervejas. É sempre um momento constrangedor ter de pedir ao empregado "Olhe desculpe, posso ficar com a carica?" e depois da cara de totó que por norma fazem perante o meu pedido, digo num sorriso envergonhado "É que faço colecção".
E um dia, em vez de uma grande peça de vidro, hei-de ter um grande copo de cerveja para depois pôr lá todas as minhas caricas com estória, com lugares, com datas.
Sou mesmo bimba, eu sei.
01 junho, 2011
Eu gosto de ser a Dianinha Pequenina
E eu gosto dos meus momentos de Dianinha Pequenina:
Gosto de ter o imaginário aos pulos.
Gosto de sonhar no fundo do mar.
Gosto de encontrar pirilampos.
Gosto do pozinho dos sonhos antes de dormir.
Gosto da fada dos dentes porque dá presentes.
Gosto de soltar gargalhadas em forma de bola de sabão.
Gosto de desenhar e ficar com as mãos pintadas.
Gosto de rebolar no chão e dar cambalhotas.
Gosto dos mexericos na barriga quando ando de baloiço.
Gosto de pintar o nariz com gelado.
Gosto de beijos perlimpimpim.
Gosto de ser Dianinha Pequenina que sabe a música do Rei Leão de cor.
31 maio, 2011
27 maio, 2011
Sapatilhas, Sapatos e Batom *
A determinada altura do dia, o G. diz-me: "Ó Diana, onde estão as tuas sapatilhas coloridas?".
Sou uma miúda de sapatilhas coloridas que tem dias de saltos altos.
14 maio, 2011
Chapter One
G. Eliot in The Mill On The Floss
12 maio, 2011
As pestanas dão beijos na boca
Hummm ...
Tenho para mim que as minhas pestanas estão apaixonadas e querem dar beijos na boca.
04 maio, 2011
"Oh - My - God" *

26 abril, 2011
25 abril, 2011
Ponto Final.
Desde o tempo da Dianinha Pequenina que as palavras fazem parte de mim. As letras que dão a mão umas às outras, criando palavras e as palavras que cochicham umas com as outras, criando frases. Foi assim que descobri onde reside a magia do mundo: nas palavras.
Sempre escrevi muito. Em cadernos, em folhas soltas... porque acho que não há nada como escrever à mão. No tempo da Dianinha Pequenina ainda escrevia nas paredes de casa, para desespero da minha mãe (e também fazia desenhos nos parapeitos de madeira da janela). Neste mesmo tempo sonhava em ser escritora. Custava imaginar-me "adulta", por isso, se o tivesse de ser que fosse para fazer uma coisa fixe... e haveria coisa mais fixe do que poder escrever?
Fui escrevendo e vou escrevendo. Muito para mim e à minha maneira. É como a pontuação. Muito à minha maneira porque prefiro reticências a pontos finais. Não gosto de histórias acabadas e definitivas. Lembrei-me desta minha bimbice porque, um dia destes, estava a ler um artigo em que vários escritores portugueses falavam da sua "Anatomia da Escrita", ou seja, falavam dos seus rituais para escrever. O José Luís Peixoto, de quem gosto particularmente, não descreveu nenhum ritual por serem demasiado pessoais para partilhar. Então falou de outras coisas ...
"(...) o ponto final é um momento inesquecível. Recordo-me de onde estava, como estava no momento de cada ponto final dos textos mais marcantes que escrevi. A minha própria vida é pontuada por esses pontos finais."
Depois de ler isto quase que me apeteceu gostar de pontos finais.
Prefiro reticências (...) que acabam por ser três pontos finais ...
E, às vezes quatro, quando me apetece acrescentar mais outro ponto .... que (não) é final.
23 abril, 2011
Mais bimbices
Pelo menos é o que consta por aí...
E pronto. Sou uma bimba coerente.
19 abril, 2011
18 abril, 2011
So Far So Good
Tudo começou com o momento do "aprovado". Foi uma sensação de satisfação que acho que nunca tinha sentido. Fazer birra, bater com o pé no chão, não deixar que me contrariem ... às vezes tem de ser para garantirmos aquilo que queremos. E eu sempre soube muito bem o que queria. Não foi fácil ir mantendo esta postura ao longo de tanto tempo, mas fui conseguindo equilibrar e aguentar e suportar e, acima de tudo, acreditar. Valeu a pena. Depois foi o arranque ... para mim não foi estranho, porque não sentia que estava a começar, mas antes a continuar. Desde o estágio que ando nisto e são, portanto, quatro anos. Por isso, tive tempo de perceber como é que se faz investigação, como se trabalha, como se publica, onde é que eu sou boa e onde é que eu falho (continuo a não saber fazer títulos em condições!). Fazer investigação faz parte de mim. No meu imaginário sei que seria capaz de fazer muitas coisas (da fotografia à escrita), mas é investigação que eu faço e que quero fazer. Acho que a maior parte das pessoas não percebe muito bem o que isto é, pelo menos é o que vou sentindo, mas qualquer dia ainda escrevo sobre isto.
Este foi um ano centrado nas aulas do mestrado e na pesquisa de informação. E como não sei estar só a fazer uma coisa, ainda foram a organização de conferências e workshops e, claro, a submissão de projectos. Quatro submetidos. Três à espera de resposta e um recusado por termos falhado num dos requisitos, tornando a proposta elegível (cada vez que penso dá-me um "bac!" cá dentro).
Este ano vai ser ano de resultados e é por isso que tenho de estar mais focada. Recolha intensiva de dados - inquéritos e inquéritos e inquéritos! Publicações em conferências (já lá vão seis!), mas é nas publicações em revista que estou a apostar. Espero no final do ano ter duas prontas para submissão.
Houve uma altura em que a minha orientadora me disse para ter cuidado com a ambição. A verdade é que preciso de ter estes números na minha cabeça para fazer acontecer. Acho que depois ela percebeu o meu ponto de vista, mas deixou-me a pensar se efectivamente conseguiria suportar tanta carga. Continuo sem saber ... e também isto faz parte do processo: inseguranças e incertezas, medo de falhar, lidar com críticas, suportar o cansaço, resistir à pressão, engolir sapos (e às vezes elefantes) ... há dias assim, que apetece mesmo mandar tudo às favas, mas vou sentindo que também é isto que me faz perceber aquilo que quero e aquilo que não quero e que também me faz acreditar que posso fazer mais e mais e mais.
E pronto. Parece que faltam três anos.
So far so good.