16 abril, 2014

com orgulho muito seu

Tenho andado muito caladinha sobre o assunto "Benfica" - não vá o diabo tecê-las de tanto festejar a cada jogo que passa. A época passada deixou-me marcas. Mas hoje não consigo. Hoje temos de falar do Benfica. Gritar "com orgulho muito seu". B-E-N-F-I-C-A.




14 abril, 2014

sem avental : bolo de natas e limão

Porque foram muitos os pedidos para partilhar a receita deste bolo.
Vi esta receita há imenso tempo num livro e ficou guardada para um dia fazer. Fiz na semana passada e praticamente foi sugado por todos. É um bolo muito simples, mas para mim são os melhores.

200 gr. de natas
250 gr de açúcar (como não gosto de coisas doces eu reduzo esta quantidade para 200gr)
150 gr. de farinha (de preferência farinha fina)
1 colher de chá de fermento
3 ovos (e não há nada como usar ovos caseiros para ficarem com aquela cor maravilhosa)
raspa de limão (eu coloquei de um limão inteiro mas a receita orginal diz q.b.)
sumo de meio limão (foi aqui que inovei na receita, mas a acidez do limão ficou ótima)

[dica: ao raspar o limão evitar a parte branca que é amarga; apenas o chamado vidrado - que é a parte amarela - a que interessa]


* Forno pré-aquecido a 180º
* Untar a forma: eu gosto das formas clássicas como esta que usei, mas pode ser usada qualquer uma
* Juntar as natas com o açúcar e mexer
* Adicionar a raspa e o sumo de limão e voltar a mexer
* Colocar os ovos um a um
* Mexer tudo muito bem e adicionar a farinha e o fermento, envolvendo (sem bater muito)
* 30 minutos no forno (é importante não deixar cozer demasiado, caso contrário fica seco)
* Retirar do forno e esperar 10 minutos antes de desenformar


E aqui está!  


Na receita original diz para polvilhar com açúcar em pó (prometem que fica delicioso) mas, como disse, não sou dada a coisas doces e saltei esta parte. Até porque a cor do bolo ficou tão bonita, não ficou?

Uma nota importante para as amigas do Brasil que me pediram a receita: quando falo em limão é o vosso limão persa e não o vosso limão com que se fazem as caipirinhas - para nós, em Portugal, isso é lima. E o quanto adoro estas diferenças entre a nossa língua!

13 abril, 2014

sem avental : salada com quinoa

Sendo o meu pecado os hidratos de carbono (pão, massa, arroz - adoro tudo!) comecei a experimentar outras coisas que me distraíssem do pecado. A quinoa foi a eleita. Confesso que estou meia viciada. Há imensas, imensas receitas com quinoa. Na verdade, o segredo está em cozinhar bem a quinoa; para o resto basta usar a imaginação e ir ao encontro do paladar de cada um.

Esta salada de quinoa enche-me as medidas. Mas primeiro, como fazer a quinoa, perguntam vocês?
Já não me lembro onde vi a fórmula para cozinhar a quinoa na perfeição (sinceramente não me lembro se foi num blogue ou num livro, porque sigo muitos blogues de culinária e, confesso que também tenho livros sobre o assunto). Anyway... Aqui fica:

A quinoa deve ser muito bem lavada, em água fria, antes de ser cozinha. Por isso, coloque a quantidade desejada numa bacia (aqui está uma palavra que não me anima, mas não me estou a lembrar de outra) e mexa com a mão sobre a água fria, de modo a retirar a camada que a torna mole quando cozinhada (saponina). Escorra e reserve.

Um tacho com um fio de azeite e junte a quinoa. Deixe cozinhar e mexa até a água evaporar (1 minuto). Adicione duas chávenas de água (para uma chávena de quinoa) e deixe ferver. Juntar sal (eu prefiro flor de sal). Quando começar a ferver, diminua o lume e deixe por mais 5 minutos, até a quinoa repousar (com a tampa). No final, use um garfo para soltar a quinoa.

E agora para a salada basta juntar 3 colheres de quinoa, rúcula, tomate, cogumelos portobello grelhados e nozes. Temperar com azeite, creme de vinagre balsâmico e flor de sal. Bom que só, é o que vos digo!

02 abril, 2014

este é o ano da música

Não leio um livro desde o final de 2013. O mais contraditório é que ando sempre rodeada deles, a ler páginas sem fim; mas aí são outras as "histórias". Adiante. A parte boa é que tenho consumido mais (ainda mais) música do que habitualmente. É o que me vai mantendo ativa e mergulhada no meu mundo, durante a escrita, mantendo a cadência entre o pensamento e os meus dedos. E este ano tem sido uma maravilha de descobertas e de álbuns a sair. E ainda estamos a começar o mês de Abril.

Tomem nota:


Dead Combo
Tenho os álbuns todos (até a banda desenhada eu tenho) e este mal saiu veio parar-me às mãos. Ouço-os sem atingir qualquer sintoma de exaustão. Tudo neles é diferente e este vídeo mostra-o muito bem. Adoro tudo.




The Legendary Tigerman
Ah, o que eu esperei por este regresso! Comprei o "Femina" e rodou no carro meses e meses. Ainda o vi ao vivo duas vezes e o Paulo Furtado é, decididamente, um artista. Desde então que nada... mas valeu a pena a espera. Oh se valeu!




Black Keys
Fiquei meia louca quando soube que iam lançar um novo álbum. A seguir aos Radiohead, são o grupo do meu coração. Gosto deles ao vivo e ouço-os todas as semanas. Talvez por isso a música nova ainda não me tenha convencido. É diferente dos álbuns anteriores (que também tenho todos), mas estou de coração aberto para ouvir o álbum completo a 13 de Maio.




Jack White
Soube ontem pela Pitchfork e, com o dia que estava a ter, acreditem que me animou os tímpanos. Também tenho os álbuns todos (e quando digo todos estou a referir-me também aos The White Stripes) e, portanto, estou pronta para um concerto. Mr. White, é favor de passar por estas bandas.




London Grammar
Voltaram mais cedo do que pensava... e ainda bem. Se este álbum for tão bom como "If you Wait" fico conquistada para todo o sempre.




Lykke Li
A avaliar pela amostra, este regresso promete. A Lykke Li está melhor do que nunca e eu adoro-a. O que eu gostava de a ver ao vivo... O álbum sai a 5 de Maio e mal posso esperar para ouvir todas as faixas bem alto, para sentir aquela música toda como um espasmo de viver.



...
[ainda deve haver mais, mas tenho de voltar à tese; acabou-se o recreio]

23 março, 2014

música da semana



É o que tenho ouvido nos últimos meses.
Esta semana deu-me assim para pensar que, quando fosse grande, quero fazer parte de uma banda de miúdas, mas tem de ser igual a esta, a inundar de pinta.

22 março, 2014

vem aí a tese # 7

Falta um mês e até fico sem ar só de pensar.
Dizem-me, muitas vezes, que está quase; mas isso é só no tempo, porque a palavra "muito" aplica-se para o que ainda tenho para escrever.

Escrever a tese é mais do que escrever. O complexo reside mesmo no processo de escrita. Cada pessoa tem o seu "processo". O meu é bem estruturado, demasiado até. Preciso de encontrar uma lógica, um fluxo, saber o que tenho de escrever, fazer uma lista de "bullets", pensar e pensar e pensar. Quando vejo o capítulo em mim (eu sei que isto soa estranho, quase místico, mas é mesmo assim que funciono), desato a escrever e posso preencher horas de caracteres sem me aperceber que sinto fome, que o telefone toca, que, basicamente, mundo está a mexer-se lá fora. E enquanto escrevo, com auriculares enfiados nos ouvidos com música diamoníaca (quase a mesma que uso para correr), penso na defesa e em quem pode vir a ler aquilo e aí entra o condicional: se vão perguntar sobre isto, se está suficientemente claro, se reforcei a mensagem que quero passar... por isso é que é que escrever a tese é mais do que escrever.

Falta um mês.

23 fevereiro, 2014

sem avental : trouxinhas

Estas trouxinhas foram a estrela da semana. Há muito que as queria fazer e há muito que andava a adiar, entre falta de tempo e falta de paciência (coisas que facilmente se perdem com uma tese para escrever).

Ora bem, as trouxinhas são feitas com massa filo que tem fama de ser difícil de trabalhar porque seca muito rápido, mas na verdade só é preciso alguma delicadeza. O processo passa por pincelar as folhas com azeite (eu prefiro azeite a manteiga). Como perguntam vocês? Começa-se por pincelar a tábua e coloca-se uma folha, volta-se a pincelar para que assim fique dos dois lados e coloca-se por cima de forma intercalar e depois mais uma, usando a mesma operação. Coloca-se o recheio no meio e pega-se pelas pontas apertando bem no meio, ou apertando com uma folha de cebolinho, que fica bem catita. Vai ao forno até ficarem douradinhas e estaladiças.

Quanto ao recheio pode ser tudo o que quisermos. Eu fiz este aqui, com camarão e cogumelos.

- comecei por saltear os cogumelos com um bocadinho de azeite e flor de sal.
- retirei-os para não ficarem demasiado secos e usei a mesma frigideira para os processos seguintes
- azeite, alho francês e tomate cherry
- acrescentei camarão e quando começarem a ficar prontos volto a colocar os cogumelos
- mais um bocadinho de flor de sal (se necessário), tomilho e agrião fresco mesmo a finalizar

Cozinhar sem avental é mesmo assim: inventar.


10 janeiro, 2014

os bonecos amarelos - Simpsons

Estavámos no início da década de 90, eu era uma miúda de cabelo acima dos ombros, com os joelhos esfolados de jogar futebol e com a cabeça cheia de sonhos. Ao domingo comecei a ver uns episódios na RTP2, por influência da minha professora da primária (já falei da Natália aqui), sem ainda conseguir ler as legendas completas. Passei a gostar daquilo para sempre. Estou a falar dos Simpsons. Ou "bonecos amarelos", como diz a Nicas quando me vê agora a ver esses episódios na Fox (mas agora já consigo ler as legendas).

No início desta semana soube que a Lego (coisinha que também gosto bem) ia lançar a casa dos Simpsons. Cá entre nós: já deveriam ter pensado no assunto há mais tempo, não é? Mas pronto, estão perdoados; e ficaram perdoados quando hoje vi este vídeo. Fiquei completamente rendida. Eu quero isto! Quero tanto!  



Sou bimba, eu sei.
Mas há quem gaste 200 euros em sapatos (quem diz sapatos diz outra coisa qualquer, mas foi o que me lembrei) e não se importe; pois eu não me importaria de gastar 200 euros em legos. Chega no próximo mês em Portugal. Quem me quiser dar como presente de entrega do doutoramento, esteja à vontade (sim estou à espera de presentes por acabar a santa da tese, cheguem-se à frente!). Assim já tenho resposta à questão crítica "e depois do doutoramento, vais fazer o quê?".

Vou construir a casa dos Simpsons em Lego!


E importa dizer que devemos isto a um português que trabalha na Lego, o designer Marcos Bessa.

05 janeiro, 2014

música da semana



E a avaliar pelos álbuns tenho dos "The White Stripes" vai dar para o resto do ano, que ainda agora está a começar.
Uh Uh!

04 janeiro, 2014

2014

Ao longo dos anos fui desistindo de pensar nas "resoluções de ano novo" porque, tão simplesmente, não as cumpria. Pior, ao fim da primeira semana esquecia-me do que tinha "resolvido". O dia-a-dia deixa-nos imersos e continuamos a adiar a dieta, a ida ao ginásio, a visita ao médico, a vontade de ler mais, de estar com as pessoas, de comer uma coisa diferente e por aí fora.

Este ano decidi que ia ser diferente e essa a minha única resolução de ano novo. No primeiro fim-de-semana de cada mês vou escrever num post-it o que quero fazer e tenho de fazer acontecer. Pode ser uma única coisa, como pode ser mais do que uma. Só tenho de fazer acontecer aquilo que escrever.

Decidi assim, não porque quero ser diferente, mas porque é o ano em que saio dos vinte e entro nos trinta. Quer queiramos, quer não, este fenómeno assusta um bocadinho. Sobre isto falo num outro dia. Agora vou pensar no post-it para janeiro.