15 maio, 2010

Os Professores

Sempre gostei muito de professores. Eu própria sempre tive a ideia de o ser, desde o tempo da Dianinha pequenina. Nos últimos dois meses, por questões profissionais, tenho contactado com muitos professores do ensino básico e secundário. Tenho falado com muitos ao telefone, o que se tem revelado um verdadeiro desespero, sobretudo quando me ligam às oito e meia da manhã (!). Às vezes o absurdo é de tal ordem que nem sei o que dizer. Depois, nas aulas do mestrado, em que eu sou a única não professora, assisto a situações que me deixam também sem saber o que dizer (como, por exemplo, o Professor perguntar o que é o Calvinismo e ninguém saber, obrigando-me a mim a ter de abrir a boca depois de ter decidido que não ia falar mais naquelas aulas porque esse mesmo Professor não gosta que sejam feitas perguntas - deve abalar com a sua segurança ontológica).

Claro que nem todos os professores são assim. Eu trabalho com professores universitários que gostaria que tivessem sido meus professores. Eu tive professores que me fizeram descobrir o que eu gostava de fazer, aquilo em que era boa e aquilo em que podia melhorar. Eu sempre gostei muito de professores ... mas estas situações que ultimamente me têm acontecido deixaram-me a pensar no porquê deste meu fascínio pelos professores. Hoje percebi.

Todos os sábados, no intervalo da aula, vou tomar o segundo pequeno-almoço do dia (é o que dá ter de acordar cedo) com quatro professoras. Tornou-se um hábito apreciado pelas cinco, talvez pelas conversas que acabam por acontecer. Hoje foi claro para mim que as nossas conversas são sobretudo histórias. E é isso que me fascina nos professores: (alguns) são autênticos contadores de histórias. E eu gosto que me contem histórias. Gosto muito.

2 comentários:

Catarina disse...

Que fascínio, mana!!! Acho que tudo se deve às tuas "professoras" Cuca e Natália do Ninho dos Paqueninos... é que na tua infância já elas eram brindadas com a tua escrita!Um dia ainda vou encontrar o poema que fizeste com 6 anos e que ainda hoje guardo numa gaveta desconhecida...ups!!!
Bjoões. ADORO-TE

Dianinha disse...

Oh Mana Maravilha, é por isso que gosto que sejas a mais velha, para me recordares do que me vou esquecendo :) Realmente, a Cuca e a Natália foram as primeiras responsáveis por gostar das letras e das cores.

Não me lembro desse poema ... Tens de o encontrar, a sério :) Mas não estou surpreendida por não saberes dele ;) LOBE U * beijinho