31 maio, 2011
27 maio, 2011
Sapatilhas, Sapatos e Batom *
Hoje é dia de saltos altos. É o que chamo àqueles dias em que tenho de ir ao outro lado do guarda-fatos para ir buscar a roupa com que ando só em dias de saltos altos.
A determinada altura do dia, o G. diz-me: "Ó Diana, onde estão as tuas sapatilhas coloridas?".
Sou uma miúda de sapatilhas coloridas que tem dias de saltos altos.
A determinada altura do dia, o G. diz-me: "Ó Diana, onde estão as tuas sapatilhas coloridas?".
Sou uma miúda de sapatilhas coloridas que tem dias de saltos altos.
* Com este título (que mostra que continuo péssima no assunto) o meu blogue ficou com um ar quase de "blogue de gaja". Devo ficar preocupada?
14 maio, 2011
Chapter One
"A wide plain, where the broadening Floss hurries on between its green banks to the sea, and the loving tide, rushing to meet it, checks its passage with an impetuous embrace."
G. Eliot in The Mill On The Floss
G. Eliot in The Mill On The Floss
12 maio, 2011
As pestanas dão beijos na boca
Não sei o que tenho hoje, mas todos os lugares me parecem catitas para encostar a cabeça e adormecer. O sono é tanto que se as palavras mágicas forem ditas acho que até de pé adormeço. Isto é estranho em mim porque eu sou uma miúda que não sabe dormir. Como é que isto me acontece?
Hummm ...
Tenho para mim que as minhas pestanas estão apaixonadas e querem dar beijos na boca.
Hummm ...
Tenho para mim que as minhas pestanas estão apaixonadas e querem dar beijos na boca.
04 maio, 2011
"Oh - My - God" *

Chegou Maio. A menina foi ver. A menina adorou.
Tive momentos em que me ri e outros momentos em que fiquei com o coração nas mãos. Mas isto sou eu, que sou uma bimba que gosta de emoção. Tive também momentos em que disse baixinho "ai que fixe!". Mas isto sou eu, que sou uma bimba que gosta de BD. Noutros momentos mexi-me na cadeira como quem dança porque a banda sonora me obrigou. Mas isto sou eu, que sou uma bimba que não pára quieta.
Fiquei até ao fim, mesmo até passar a ficha técnica toda, porque um senhor que estava atrás disse que no final ainda havia mais imagens. Agradeci, voltei a sentar-me e voltei a ficar colada de emoção com as imagens do próximo filme - Thor, Os Vingadores.
Obrigada Marvel por fazerem de mim uma bimba tão feliz!
* Obs. É preciso ver o filme para perceber este título.
26 abril, 2011
25 abril, 2011
Ponto Final.
Tenho uma paixão pelas palavras que não consigo medir.
Desde o tempo da Dianinha Pequenina que as palavras fazem parte de mim. As letras que dão a mão umas às outras, criando palavras e as palavras que cochicham umas com as outras, criando frases. Foi assim que descobri onde reside a magia do mundo: nas palavras.
Sempre escrevi muito. Em cadernos, em folhas soltas... porque acho que não há nada como escrever à mão. No tempo da Dianinha Pequenina ainda escrevia nas paredes de casa, para desespero da minha mãe (e também fazia desenhos nos parapeitos de madeira da janela). Neste mesmo tempo sonhava em ser escritora. Custava imaginar-me "adulta", por isso, se o tivesse de ser que fosse para fazer uma coisa fixe... e haveria coisa mais fixe do que poder escrever?
Fui escrevendo e vou escrevendo. Muito para mim e à minha maneira. É como a pontuação. Muito à minha maneira porque prefiro reticências a pontos finais. Não gosto de histórias acabadas e definitivas. Lembrei-me desta minha bimbice porque, um dia destes, estava a ler um artigo em que vários escritores portugueses falavam da sua "Anatomia da Escrita", ou seja, falavam dos seus rituais para escrever. O José Luís Peixoto, de quem gosto particularmente, não descreveu nenhum ritual por serem demasiado pessoais para partilhar. Então falou de outras coisas ...
"(...) o ponto final é um momento inesquecível. Recordo-me de onde estava, como estava no momento de cada ponto final dos textos mais marcantes que escrevi. A minha própria vida é pontuada por esses pontos finais."
Depois de ler isto quase que me apeteceu gostar de pontos finais.
Prefiro reticências (...) que acabam por ser três pontos finais ...
E, às vezes quatro, quando me apetece acrescentar mais outro ponto .... que (não) é final.
Desde o tempo da Dianinha Pequenina que as palavras fazem parte de mim. As letras que dão a mão umas às outras, criando palavras e as palavras que cochicham umas com as outras, criando frases. Foi assim que descobri onde reside a magia do mundo: nas palavras.
Sempre escrevi muito. Em cadernos, em folhas soltas... porque acho que não há nada como escrever à mão. No tempo da Dianinha Pequenina ainda escrevia nas paredes de casa, para desespero da minha mãe (e também fazia desenhos nos parapeitos de madeira da janela). Neste mesmo tempo sonhava em ser escritora. Custava imaginar-me "adulta", por isso, se o tivesse de ser que fosse para fazer uma coisa fixe... e haveria coisa mais fixe do que poder escrever?
Fui escrevendo e vou escrevendo. Muito para mim e à minha maneira. É como a pontuação. Muito à minha maneira porque prefiro reticências a pontos finais. Não gosto de histórias acabadas e definitivas. Lembrei-me desta minha bimbice porque, um dia destes, estava a ler um artigo em que vários escritores portugueses falavam da sua "Anatomia da Escrita", ou seja, falavam dos seus rituais para escrever. O José Luís Peixoto, de quem gosto particularmente, não descreveu nenhum ritual por serem demasiado pessoais para partilhar. Então falou de outras coisas ...
"(...) o ponto final é um momento inesquecível. Recordo-me de onde estava, como estava no momento de cada ponto final dos textos mais marcantes que escrevi. A minha própria vida é pontuada por esses pontos finais."
Depois de ler isto quase que me apeteceu gostar de pontos finais.
Prefiro reticências (...) que acabam por ser três pontos finais ...
E, às vezes quatro, quando me apetece acrescentar mais outro ponto .... que (não) é final.
23 abril, 2011
Mais bimbices
Às vezes, uso o "e pronto" para fechar uma conversa e outras vezes para fechar um tema.
Pelo menos é o que consta por aí...
E pronto. Sou uma bimba coerente.
Pelo menos é o que consta por aí...
E pronto. Sou uma bimba coerente.
19 abril, 2011
18 abril, 2011
So Far So Good
Estou oficialmente a entrar no meu 2º ano do doutoramento. Olho, então, para o último ano e o que vejo? Tanta coisa que parece que foi muito mais do que 365 dias.
Tudo começou com o momento do "aprovado". Foi uma sensação de satisfação que acho que nunca tinha sentido. Fazer birra, bater com o pé no chão, não deixar que me contrariem ... às vezes tem de ser para garantirmos aquilo que queremos. E eu sempre soube muito bem o que queria. Não foi fácil ir mantendo esta postura ao longo de tanto tempo, mas fui conseguindo equilibrar e aguentar e suportar e, acima de tudo, acreditar. Valeu a pena. Depois foi o arranque ... para mim não foi estranho, porque não sentia que estava a começar, mas antes a continuar. Desde o estágio que ando nisto e são, portanto, quatro anos. Por isso, tive tempo de perceber como é que se faz investigação, como se trabalha, como se publica, onde é que eu sou boa e onde é que eu falho (continuo a não saber fazer títulos em condições!). Fazer investigação faz parte de mim. No meu imaginário sei que seria capaz de fazer muitas coisas (da fotografia à escrita), mas é investigação que eu faço e que quero fazer. Acho que a maior parte das pessoas não percebe muito bem o que isto é, pelo menos é o que vou sentindo, mas qualquer dia ainda escrevo sobre isto.
Este foi um ano centrado nas aulas do mestrado e na pesquisa de informação. E como não sei estar só a fazer uma coisa, ainda foram a organização de conferências e workshops e, claro, a submissão de projectos. Quatro submetidos. Três à espera de resposta e um recusado por termos falhado num dos requisitos, tornando a proposta elegível (cada vez que penso dá-me um "bac!" cá dentro).
Este ano vai ser ano de resultados e é por isso que tenho de estar mais focada. Recolha intensiva de dados - inquéritos e inquéritos e inquéritos! Publicações em conferências (já lá vão seis!), mas é nas publicações em revista que estou a apostar. Espero no final do ano ter duas prontas para submissão.
Houve uma altura em que a minha orientadora me disse para ter cuidado com a ambição. A verdade é que preciso de ter estes números na minha cabeça para fazer acontecer. Acho que depois ela percebeu o meu ponto de vista, mas deixou-me a pensar se efectivamente conseguiria suportar tanta carga. Continuo sem saber ... e também isto faz parte do processo: inseguranças e incertezas, medo de falhar, lidar com críticas, suportar o cansaço, resistir à pressão, engolir sapos (e às vezes elefantes) ... há dias assim, que apetece mesmo mandar tudo às favas, mas vou sentindo que também é isto que me faz perceber aquilo que quero e aquilo que não quero e que também me faz acreditar que posso fazer mais e mais e mais.
E pronto. Parece que faltam três anos.
So far so good.
Tudo começou com o momento do "aprovado". Foi uma sensação de satisfação que acho que nunca tinha sentido. Fazer birra, bater com o pé no chão, não deixar que me contrariem ... às vezes tem de ser para garantirmos aquilo que queremos. E eu sempre soube muito bem o que queria. Não foi fácil ir mantendo esta postura ao longo de tanto tempo, mas fui conseguindo equilibrar e aguentar e suportar e, acima de tudo, acreditar. Valeu a pena. Depois foi o arranque ... para mim não foi estranho, porque não sentia que estava a começar, mas antes a continuar. Desde o estágio que ando nisto e são, portanto, quatro anos. Por isso, tive tempo de perceber como é que se faz investigação, como se trabalha, como se publica, onde é que eu sou boa e onde é que eu falho (continuo a não saber fazer títulos em condições!). Fazer investigação faz parte de mim. No meu imaginário sei que seria capaz de fazer muitas coisas (da fotografia à escrita), mas é investigação que eu faço e que quero fazer. Acho que a maior parte das pessoas não percebe muito bem o que isto é, pelo menos é o que vou sentindo, mas qualquer dia ainda escrevo sobre isto.
Este foi um ano centrado nas aulas do mestrado e na pesquisa de informação. E como não sei estar só a fazer uma coisa, ainda foram a organização de conferências e workshops e, claro, a submissão de projectos. Quatro submetidos. Três à espera de resposta e um recusado por termos falhado num dos requisitos, tornando a proposta elegível (cada vez que penso dá-me um "bac!" cá dentro).
Este ano vai ser ano de resultados e é por isso que tenho de estar mais focada. Recolha intensiva de dados - inquéritos e inquéritos e inquéritos! Publicações em conferências (já lá vão seis!), mas é nas publicações em revista que estou a apostar. Espero no final do ano ter duas prontas para submissão.
Houve uma altura em que a minha orientadora me disse para ter cuidado com a ambição. A verdade é que preciso de ter estes números na minha cabeça para fazer acontecer. Acho que depois ela percebeu o meu ponto de vista, mas deixou-me a pensar se efectivamente conseguiria suportar tanta carga. Continuo sem saber ... e também isto faz parte do processo: inseguranças e incertezas, medo de falhar, lidar com críticas, suportar o cansaço, resistir à pressão, engolir sapos (e às vezes elefantes) ... há dias assim, que apetece mesmo mandar tudo às favas, mas vou sentindo que também é isto que me faz perceber aquilo que quero e aquilo que não quero e que também me faz acreditar que posso fazer mais e mais e mais.
E pronto. Parece que faltam três anos.
So far so good.
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