18 maio, 2010

Gri Gri Gri

Há umas semanas atrás estávamos todas na chamada casa brilhante, quando as minhas irmãs mais novas se lembraram de ir para o jardim apanhar um grilo para oferecer à mami. A ideia até foi nossa, das irmãs mais velhas, porque nos fez lembrar o nosso tempo de pequeninas, em que no quintal da Avó apanhávamos bichos e fazíamos lama para fazer "bolinhos de chocolate" e jogávamos à bola na rua e andávamos de bicicleta pelo pátio fora e comíamos aqueles morangos como nunca mais comi em lugar algum. Sim, também apanhávamos grilos e depois a mami comprava umas gaiolas giras para os pôr lá em casa (lembro-me particularmente de uma cor-de-rosa que depois do grilo morrer ficou na dispensa durante anos, acho que até mudarmos de casa).

O grilo cá está, para alegria das irmãs mais novas que deliram com ele mas ... canta que s' farta! Até chateia! No início nem se manifestava muito, até me assustava quando ele começava com aqueles gris gris todos seguidos, mas agora, que pensa que é da casa, não se cala e eu a estas horas, enquanto tento ler um relatório do Eurostat, lá tenho de ouvir sonoros gris gris gris (!).


Obs. Estou para aqui a queixar-me porque não tive um dia famoso e precisava de me queixar de "alguém".
Antes levar o grilo por tabela do que outra "pessoa" qualquer.


17 maio, 2010

A Mafalda é que sabe


Deitar tarde. Acordar cedo.
Almoçar tarde. Tomar café no alpendre e lá longe ouve-se o farol.
Dormitar no sofá. Acordar.
Final da tarde.
Pegar na manta e dormitar no sofá. Acordar.
Tomar um banho. Comer um iogurte com cereais.
Ver o Tigerman pela segunda vez esta semana, mas agora na televisão.

E agora que deveria dormitar ... nada.
(quero um adormecer perfeito)

15 maio, 2010

Os Professores

Sempre gostei muito de professores. Eu própria sempre tive a ideia de o ser, desde o tempo da Dianinha pequenina. Nos últimos dois meses, por questões profissionais, tenho contactado com muitos professores do ensino básico e secundário. Tenho falado com muitos ao telefone, o que se tem revelado um verdadeiro desespero, sobretudo quando me ligam às oito e meia da manhã (!). Às vezes o absurdo é de tal ordem que nem sei o que dizer. Depois, nas aulas do mestrado, em que eu sou a única não professora, assisto a situações que me deixam também sem saber o que dizer (como, por exemplo, o Professor perguntar o que é o Calvinismo e ninguém saber, obrigando-me a mim a ter de abrir a boca depois de ter decidido que não ia falar mais naquelas aulas porque esse mesmo Professor não gosta que sejam feitas perguntas - deve abalar com a sua segurança ontológica).

Claro que nem todos os professores são assim. Eu trabalho com professores universitários que gostaria que tivessem sido meus professores. Eu tive professores que me fizeram descobrir o que eu gostava de fazer, aquilo em que era boa e aquilo em que podia melhorar. Eu sempre gostei muito de professores ... mas estas situações que ultimamente me têm acontecido deixaram-me a pensar no porquê deste meu fascínio pelos professores. Hoje percebi.

Todos os sábados, no intervalo da aula, vou tomar o segundo pequeno-almoço do dia (é o que dá ter de acordar cedo) com quatro professoras. Tornou-se um hábito apreciado pelas cinco, talvez pelas conversas que acabam por acontecer. Hoje foi claro para mim que as nossas conversas são sobretudo histórias. E é isso que me fascina nos professores: (alguns) são autênticos contadores de histórias. E eu gosto que me contem histórias. Gosto muito.

[não sei escrever títulos fixes]

Nos últimos dias cortei o cabelo, perdi a noção das horas, descobri que tenho uma tendinite "muito jeitosinha" no ombro esquerdo, deixei de respirar, voltei a respirar, marquei a revisão para o carro (finalmente!), marquei a viagem para Barcelona, aceitei um convite, perdi um concerto mas vi outra vez o Tigerman e gostei muito, vi o Kusturica e adorei, descobri o meu chá preferido, falei muito, muito, muito (até me mandam calar), recusei uma proposta de trabalho.

Portanto, até nem posso dizer que a minha vida é um tédio ...

10 maio, 2010

Preciso de desabafar

O Queiroz só inventa. Vamos para o Mundial com um exército de defesas, como se fosse uma guerra. Não vou falar dos que ficaram de fora (sobretudo os jogadores do Benfica, mas também o João Moutinho, por exemplo).

Eu até sou uma miúda optimista mas ... não consigo acreditar que vamos passar a 1ª fase.
No entanto, se a coisa resultar sou a primeira a deixar cá beijinho ao Queiroz. Agora, se não resultar vai ser a primeira vez que escrevo neste blogue um palavrão. Tenho dito.

Na pré-época fiquei com esperança.
Em Dezembro com a certeza que poderíamos ganhar o campeonato.
Ontem concretizou-se.
E mai nada!

BENFICA

08 maio, 2010

Diz que é uma espécie de finalistas

Hoje a Universidade estava um verdadeiro pandemónio, como é típico neste dia. São tricórnios coloridos, flores, capas negras, sorrisos e lágrimas, fotografias, as famílias em comitivas, gravatas e coisa e tal. Hoje estava enfiada numa sala enquanto tudo isto estava a acontecer. Mas há três anos era eu que estava com o traje gasto pelo tempo, com o casaco cheio de pin's, com o tricórnio laranja na cabeça (que mais parecia um pirilampo!), a tirar montes de fotografias, a aparecer em montes de fotografias, a dar beijinhos e abraços a toda a gente (num houve cá choradeira) e ansiosa que chegasse o fim do dia para tirar aqueles sapatos e calçar umas sapatilhas. Foi bonito. Por isso é que hoje bateu a saudade.

O Enterro de 2007 ficou marcado, por sermos uma espécie de finalistas (porque ainda tínhamos um ano de estágio para fazer) e pelos acontecimentos dos dias que se seguiram ...

* as bebidas noite após noite nos copos amarelos
* o carrinho do Feira Nova que adoptámos e levámos para a varanda
* o banho no cortejo
* um jantar com toda a gente e com mais copos
* as conversas profundas na varanda
* o Santoinho com água ardente caseirinha e com formigas
* ...

Foi assim na minha altura e só espero que os de hoje possam daqui a uns anos olhar para trás e sentir as saudades boas que agora sinto por terem sido momentos que só acontecem uma vez.


05 maio, 2010

Às vezes é assim

Às vezes, acontecem coisas que nos fazem pensar que a vida é uma porcaria (acho que um palavrão ficaria aqui bem melhor, mas não sou miúda de palavrões).

Às vezes, a vida pode ser mesmo uma porcaria e esquece-mo-nos disso com frequência. Achamos que só acontece aos outros. Até que um dia os outros são alguém muito próximo de nós.

Às vezes, a vida pode ser mesmo uma porcaria. E hoje disse isto muitas vezes.

Por isso é que descobrir a Edite no rádio e um telefonema que me faz estalar os dedos é capaz de dar brilho à minha vida... o brilho suficiente para sentir que o que vivo vale a pena só por estar a ser vivido.

02 maio, 2010

O Benfica perdeu contra os mafiosos ... E depois?

Benficaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Aguenta.