20 janeiro, 2011

Eu e a Fotografia

Gosto de fotografia desde o tempo da Dianinha Pequenina. Nesse tempo derretia o meu tempo entre álbuns de fotografias a preto e branco. Chorava por não aparecer nas fotografias, pensando que me tinham deixado em casa sozinha, quando ainda nem sequer era nascida. A minha mãe hoje admite que me tinha de esconder os álbuns só para não me ter de explicar tudo outra vez e que para mim era incompreensível. Depois também amuava por a mana maravilha ter mais fotografias do que eu quando era bebé. O privilégio de ser a mais velha é mesmo este, ficar um legado de imagens invejável e que eu jamais terei.

Mais tarde foi com as máquinas analógicas, a vontade de fotografar, de meter o rolo e ouvir aquele som maravilhoso quando o rolo acaba (trrrrrrrrrrrrrrrrrrrr). Depois é o prazer de o tirar e levar para revelar. Depois a expectativa de saber como vão ficar as fotos. E lá aparecem umas com o dedo à frente, com demasiada luz ou com pouca luz. Imperfeitas. Mas são únicas e estarão ali para sempre.

Quando tive a minha primeira máquina digital estava no 2º ano da Universidade. Começaram o festivais de fotografias. A máquina sempre na carteira ou no bolso, e sempre pronta para cada ocasião. Usava e abusava. De tal forma que agora tenho muito material para fazer os famosos vídeos lamechas a apresentar nos casamentos. E as fotografias de um Antigamente tornam-se presentes num momento em que estamos todos ali a fazer história e a apanhar borboletas.

No início de 2010 comprei a minha Bebé e no final de 2010 fiquei sem ela. Não podia ter maior desgosto. Gostava mais daquela máquina do que gelados, do que sapatilhas, do que a saga da Guerra das Estrelas, do que as tiras da Mafalda (isto tudo para verem que gostava mesmo mesmo muito da minha Bebé!). E sinto falta dela pra caraças! Foi com ela que mergulhei no mundo da fotografia, como nunca antes tinha acontecido: tirei um curso com o mestre, gastei alguns balúrdios em revistas de fotografia, cada vez que vou a FNAC babo a olhar para estante de fotografia, as viagens que fiz tiveram outro sabor com a minha Bebé ao colo ou ao ombro, descobri fotógrafos com trabalhos que, como costumo dizer, me tiram o ar.

Um deles é o Michael Freeman. E isto tira-me o ar:






1 comentário:

Catarina disse...

Oh mana e eu com isto tudo tb sofro!!! Um dia... a Bébé há-de voltar... qto mais não seja uma filha de Bébé ou mana ou gémea!!! Seja o que for!!
Não fikes tristinha... o importante é q as personagens das tuas fotos estejam sp ctg!!!
Adoro-te mana D.