18 março, 2012

é um livro gigante

Quando comecei a ler "A Queda dos Gigantes" fiquei desconfiada (como sempre!) se conseguiria ou não acompanhar a história. São tantas e tantas as personagens que pensei que iria de estar constantemente a consultar o início para ver quem era quem. Nada disso. O Ken Follett impõe uma fluidez na escrita difícil de encontrar. Em cada capítulo vamos conhecendo mais as personagens e quando demos por ela, são nossas. Só por isso este livro já seria gigante. Mas há mais. A forma como a Primeira Guerra é retratada faz-nos aprender mais; diria que, numa mistura entre realidade e ficção, conhecemos os bastidores da guerra que os alemães perderam. Só por isso este livro já seria gigante. Além disso, faz-nos viajar: Londres, Berlim, São Petesburgo, Paris, Estados Unidos, Estocolmo, Moscovo... Só por isso este livro já seria gigante. 

Comecei a lê-lo em Fevereiro e deixei-o por cá quando fui para o Brasil, por causa das mais de 900 páginas (factor impeditivo para quem quer trazer livros e cajus na mala). Quando na quarta-feira lhe voltei a pegar pensei que iria ter de recomeçar, pelo menos um capítulo para trás, só para me situar. Mas não foi preciso. As personagens estavam lá e em mim, como há cerca de 20 dias atrás. Só por isso este livro já seria gigante.

Não é dos melhores livros que já li, como muitos afirmam; mas é seguramente um livro gigante.
 


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