31 julho, 2010
30 julho, 2010
26 julho, 2010
De narizes torcidos a narizes direitos
Hoje lá fui dar uma sessão de formação a "setôres". Confesso que é um público difícil de conquistar. É que começam sempre a formação com o nariz torcido! Mas por ser difícil mais eu gosto. Posso andar exausta mas aqueles narizes ficam direitos num instantinho. Foi o que aconteceu hoje. Imaginem o que é dar 7 horas de formação a professores no final do ano lectivo, com um calor que só respirar já faz fumegar, numa segunda-feira e com 14 narizes torcidos. Lá começamos com as tretas do costume: boas-vindas, apresentação da temática, objectivos e coisa e tal. Por norma, procuro auscultar as expectativas acerca da sessão e dão-me sempre respostas politicamente correctas: "aprender mais um bocadinho" blá blá blá. Desta vez tramei-os! Pedi que fizessem um comentário péssimo acerca da sessão que iriam ter. Mas uma coisa elaborada e com justificação. No início disseram que não iam conseguir, mas depois deram-me respostas como:
- Esta sessão vai ser tão mas tão interessante que só me aguento se for planeando as minhas férias!
- Eu só penso que mal fiz eu para ter de estar aqui!
- Esta sessão vai ser tão chata mas tão chata que só de o dizer já estou a bocejar!
...
- Esta sessão vai ser tão boa que até preferia corrigir 100 provas de aferição! [a minha preferida]
Rimos muito ...
As coisas que tenho de ouvir para pôr aqueles narizes direitos!
- Esta sessão vai ser tão mas tão interessante que só me aguento se for planeando as minhas férias!
- Eu só penso que mal fiz eu para ter de estar aqui!
- Esta sessão vai ser tão chata mas tão chata que só de o dizer já estou a bocejar!
...
- Esta sessão vai ser tão boa que até preferia corrigir 100 provas de aferição! [a minha preferida]
Rimos muito ...
As coisas que tenho de ouvir para pôr aqueles narizes direitos!
23 julho, 2010
E foi mais ou menos assim
No meio de uma conversa, apercebi-me que faz hoje dois anos que defendi o meu estágio. Já todos tinham defendido, só faltava mesmo eu. Lembro-me de ter pensado que se todos tinham conseguido, eu também iria conseguir. Lembro-me de sentir um cansaço extremo em cima da cabeça e de pensar que não iria conseguir. Lembro-me de tremer por pensar no último encontro que tive com o meu (des)orientador e me ter dito "que tinha umas perguntinhas preparadas para mim" e que "não concordava com nada do que eu tinha feito durante aquele ano". Lembro-me de acabar a apresentação na véspera, já de noite. Lembro-me de ter acordado e de ter pensado que não me apetecia ir à defesa, que precisava de dormir mais um bocadinho. Lembro-me da roupa que vesti. Lembro-me de ter entrado na sala com uma força que julgava não ter. Lembro-me das pessoas que estavam à minha frente. Lembro-me dos comentários do meu orientador e de ter sentido que afinal tudo tinha valido a pena. Lembro-me das perguntas do (des)orientador, de ter sido capaz de responder e de ter ficado orgulhosa de mim mesma. Lembro-me de olhar para a S. e para a N. e de sorrir por estarem ali comigo. Lembro-me de sair, enquanto decidiam a nota, e de pensar que nem precisava de saber a nota porque já me sentia muito bem com o que tinha acontecido momentos antes. Lembro-me de ter ficado em choque quando ouvi a acta. Lembro-me das sms e dos telefonemas que se seguiram. Lembro-me da conversa ao fim do almoço. Lembro-me do jantar na casa brilhante. Lembro-me da alegria que senti por poder dormir finalmente.
Tudo o que aconteceu desde esse dia faz-me ter agora a sensação que dois anos até parece pouco tempo. Aconteceu coisas. Mesmo muitas coisas. Sinto que evolui, que cresci e que aprendi muito. E isto só é possível com uma equipa maravilha como a que tenho. M-A-R-A-V-I-L-H-A.
E se até aqui aconteceram muitas coisas ... 2010/2011 promete. São ideias e projectos e novidades e planos e muita vontade para fazer acontecer.
Tudo o que aconteceu desde esse dia faz-me ter agora a sensação que dois anos até parece pouco tempo. Aconteceu coisas. Mesmo muitas coisas. Sinto que evolui, que cresci e que aprendi muito. E isto só é possível com uma equipa maravilha como a que tenho. M-A-R-A-V-I-L-H-A.
E se até aqui aconteceram muitas coisas ... 2010/2011 promete. São ideias e projectos e novidades e planos e muita vontade para fazer acontecer.
22 julho, 2010
Por falar no gabinete...
... hoje a babe R. conheceu-o. Hoje ficou mais um bocadinho de mim escrito nestas paredes.
Babe, adorei ter-te cá e adorámos bombardear-te com informação.
21 julho, 2010
O gabinete
Este gabinete tem estantes com livros e documentos antigos. Em cima das estantes, para além do pó, tem mais coisas antigas. A janela, que tem o comprimento de todo o gabinete, que vai do chão ao tecto, que está mesmo atrás da minha secretária, traz o sol, outra vezes a chuva, mas sempre com o castelo ao fundo.
É este o gabinete - também conhecido como "a sala das raparigas" - onde a equipa maravilha se reune, onde nos vêm chamar para irmos almoçar ou lanchar, onde os alunos aparecem nos momentos críticos. Neste gabinete já chorei. Neste gabinete já dei muitas gargalhadas. Neste gabinete já me zanguei. Neste gabinete já ouvi muita música. Neste gabinete já troquei de lugar. Neste gabinete já tive conversas sérias, conversas leves e conversas com novidades. Neste gabinete soube que a minha proposta de doutoramento tinha sido aprovada. Neste gabinete já desesperei. Neste gabinete já saltei. Neste gabinete já foram construídas boas ideias. Neste gabinete já aprendi muito. Neste gabinete já me apeteceu dizer palavrões e palavras feias. Neste gabinete já me vieram dizer que tinha de sair porque já passava da hora.
Por este gabinete já passaram muitas pessoas. Algumas ficaram. Outras nunca mais voltaram. Às vezes gosto de estar neste gabinete sozinha. A maior parte das vezes gosto deste gabinete cheio de gente a teclar e a pensar e a falar.
Estou neste gabinete há três anos e sinto que um bocadinho da minha história está escrita nestas paredes.
É este o gabinete - também conhecido como "a sala das raparigas" - onde a equipa maravilha se reune, onde nos vêm chamar para irmos almoçar ou lanchar, onde os alunos aparecem nos momentos críticos. Neste gabinete já chorei. Neste gabinete já dei muitas gargalhadas. Neste gabinete já me zanguei. Neste gabinete já ouvi muita música. Neste gabinete já troquei de lugar. Neste gabinete já tive conversas sérias, conversas leves e conversas com novidades. Neste gabinete soube que a minha proposta de doutoramento tinha sido aprovada. Neste gabinete já desesperei. Neste gabinete já saltei. Neste gabinete já foram construídas boas ideias. Neste gabinete já aprendi muito. Neste gabinete já me apeteceu dizer palavrões e palavras feias. Neste gabinete já me vieram dizer que tinha de sair porque já passava da hora.
Por este gabinete já passaram muitas pessoas. Algumas ficaram. Outras nunca mais voltaram. Às vezes gosto de estar neste gabinete sozinha. A maior parte das vezes gosto deste gabinete cheio de gente a teclar e a pensar e a falar.
Estou neste gabinete há três anos e sinto que um bocadinho da minha história está escrita nestas paredes.
18 julho, 2010
Um fim-de-semana (não) normal
Nos últimos meses tem sido difícil ter um fim-de-semana normal. Agora, o que se entende por um fim-de-semana normal? Não trabalhar.
Minha gente, não imaginam a emoção que foi poder deitar-me no sofá na sexta-feira à noite. Acho que o sofá já nem me conhecia. Papei todas as séries que estavam a dar na FOX até adormecer. Quando acordei no sábado - com o melhor despertador que existe! - reparei que até dormi com as lentes de contacto. Consegui ler o Expresso todo no próprio dia em que o compro. Não me lembro da última vez que isto aconteceu, por isso, é que quase que me emocionei. Passei a tarde a ver filmes e a dormitar. À noite, como o papi fez anos, preparámos um banquete: leitão do restaurante Flôr do Ave (que aqui nas redondezas é do melhor que há!), camarão gigante de Moçambique (quando digo gigante é mesmo gigante, tipo tamanho XL), muita cerveja fresquinha (copos no congelador para ser ainda mais fresquinha), Benfica (devo dizer que não gosto do equipamento alternativo, é assim a atirar para o feiozinho), bolo de chocolate, champanhe e presentes. Hoje fomos ver as manas mais novas que estão na praia e foram abraços e beijinhos e brincadeiras na areia e teatro que faz rir e mais abraços e mais beijinhos. Chego a casa e dou um mergulho, vou para a relva, dou um mergulho, vou para a relva, dou um mergulho e vou para a relva.
E pronto. Parece que tive mesmo um fim-de-semana dito normal. Enquanto para uns e outros isto é que é um fim-de-semana normal, para mim é não normal. Mas como há quem diga que sou uma miúda não normal, tenho de ter mais fins-de-semana não normais ... por uma questão de congruência.
Minha gente, não imaginam a emoção que foi poder deitar-me no sofá na sexta-feira à noite. Acho que o sofá já nem me conhecia. Papei todas as séries que estavam a dar na FOX até adormecer. Quando acordei no sábado - com o melhor despertador que existe! - reparei que até dormi com as lentes de contacto. Consegui ler o Expresso todo no próprio dia em que o compro. Não me lembro da última vez que isto aconteceu, por isso, é que quase que me emocionei. Passei a tarde a ver filmes e a dormitar. À noite, como o papi fez anos, preparámos um banquete: leitão do restaurante Flôr do Ave (que aqui nas redondezas é do melhor que há!), camarão gigante de Moçambique (quando digo gigante é mesmo gigante, tipo tamanho XL), muita cerveja fresquinha (copos no congelador para ser ainda mais fresquinha), Benfica (devo dizer que não gosto do equipamento alternativo, é assim a atirar para o feiozinho), bolo de chocolate, champanhe e presentes. Hoje fomos ver as manas mais novas que estão na praia e foram abraços e beijinhos e brincadeiras na areia e teatro que faz rir e mais abraços e mais beijinhos. Chego a casa e dou um mergulho, vou para a relva, dou um mergulho, vou para a relva, dou um mergulho e vou para a relva.
E pronto. Parece que tive mesmo um fim-de-semana dito normal. Enquanto para uns e outros isto é que é um fim-de-semana normal, para mim é não normal. Mas como há quem diga que sou uma miúda não normal, tenho de ter mais fins-de-semana não normais ... por uma questão de congruência.
10 julho, 2010
Num pacote de açúcar diz:
"Haverá algo de mais verdadeiro do que vencer a força com a razão?"
E este pacote de açúcar ficou guardado na minha carteira.
Exercício de abstracção
Estou a tentar abstrair-me:
- do dia bom no Alive
- do calor que está lá fora
- do barulho que vem do jardim
- da comichão provocada pelas borbulhas que tenho no dedo polegar da mão direita
- da boa dose de páginas que me faltam para acabar este relatório
- das saudades.
- do dia bom no Alive
- do calor que está lá fora
- do barulho que vem do jardim
- da comichão provocada pelas borbulhas que tenho no dedo polegar da mão direita
- da boa dose de páginas que me faltam para acabar este relatório
- das saudades.
Walking Mode
Não há melhor forma de conhecer uma cidade do que andar pela rua. Simplesmente. Andar. Pela rua. Nas ruas estão as pessoas, estão os objectos, estão as flores, estão os edifícios, estão as casas, estão as rotinas, estão os sons, estão as esplanadas. E ao andar pela rua fomos encontrando estas imagens... E este último restaurante vale muito a pena! Foi onde vimos a Espanha a ganhar ao Paraguai, onde bebemos Heineken, onde comemos pimentos padrón, onde tirámos muitas fotografias, onde se ouve boa música, onde ri muito... Sim fiquei "facinada" com o espaço. Chama-se La Taverna d'en Pepe e fica para os lados de Barceloneta.
Vogue Mode
Ao longo do Passeig de Gràcia podem-se admirar estes outdoors com publicações da Vogue, no âmbito da The Brandery Revolution que é a semana da moda urbana em Barcelona. Eram mesmo muitos e só tinha vontade de tirar fotografias a todos (e também vontade de trazer um para casa!). No meio de tantos consegui encontrar um com o meu dia de aniversário - 26 de Outubro - mas de 1929 (o primeiro da lista).
07 julho, 2010
Ramblas Mode
Cultural Mode
Gaudí Mode
Colour Mode
Já disse aqui no In Pensatempos que se há lugar que me "facina" (adoro esta palavra dita assim) numa cidade é um mercado. E depois de 13 anos foi muito bom ter voltado ao La Boqueria que é dos mercados mais giros que já vi, como se todas as cores do arco-íris fossem ultrapassadas.
(com mais emoção só mesmo o de Macau com aqueles peixes todos a saltitar!).
Nota: Este senhor cobrou cerca de 5 euros por 200 grs. de cajus!
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