27 fevereiro, 2009

Dianinha e os Oito Anões

Hoje o dia foi particularmente difícil ... até tive agora, ao chegar a casa, de parar no Mc Donalds e comer um Mc Flurry de Oreo [nunca tinha provado e só apetecia meter o dedo no copo para aproveitar aqueles bocadinhos todos que ficam colados no fundo... ah coisa mai boa!!!].

Hoje perdi-me (já começa a fazer parte da rotina) ... mas por que raio é que o GPS não contempla as situações de obra, hã? Tá male ... tá muito male! Adiante ...

No grupo da manhã sentia-me a branca de neve com os oito anões [a outra tinha sete mas eu tenho mais!].

1. O Tagarela - "Um dia aconteceu-me o seguinte..."
2. O do Contra - "Mas isso não é bem assim..."
3. A Interessada - "Isto é muito importante..."
4. O Resistente - "Eu num quero fazer isso..."
5. O do Sindicato - "Mas a culpa também do patrão, nós ganhamos mal..."
6. A Tímida - ( )
7. O Bem Humorado - "Ai Costa se a tua mulher te visse agora ..."
8. O Dorminhoco - ........ z z z z

O Dorminhoco tinha feito o turno da noite e mal encostou a cabeça no vidro entrou em sono profundo! Eu só me apercebi quando os anões lá de trás começaram aos risinhos ... Até que o Tagarela se vira para mim "Oh Doutora, o moço tá a drumir!" e o do Sindicato não tem mais nada, saca o telemóvel e põe-se a tirar fotografias.
Eu estática, com os pés presos ao chão e a cabeça a mil a pensar "O que é que eu faço agora?"

Como estávamos a falar da chamada "DOSE C" - vitamina que temos de tomar para atender clientes mais críticos - digo de imediato "O Dorminhoco devia ter tomado uma DOSE C para vir à formação" (e esbocei um grande sorriso) ... [note-se que no meio deste motim o rapaz continuava a dormir] ... e nesta parte da sessão, dou sempre rebuçados aos formandos, para simular a tal vitamina DOSE C. E as atenções dispersaram logo ... os rebuçados é que se tornaram importantes!

Final da história: o açucar faz milagres, por isso, há que o ter sempre por perto!

Obs. Tenho de reforçar o stock de rebuçados na carrinha mágica [nome provisório]!

26 fevereiro, 2009

Dianinha e o Taxista

Hoje fiquei amuadíssima ... ao ponto de fazer beicinho!
Tiraram-me a "carrinha mágica" [nome provisório] ... logo agora que me estava a afeiçoar!
Como ainda não há seguro para a Dianinha (caso lhe aconteça alguma coisa), há ordens para não fazer nem 100 metros.

Por isso, hoje lá tive de voltar para Famalicão de táxi.

Eu a pensar: Pelo menos, vou finalmente conseguir descontrair um bocadinho ... não ter de estar atenta aos espelhos laterais, não ter de ouvir a senhora do GPS a dizer 3ª à direita só para não me perder, esquecer a carrinha, os conteúdos repetidos de manhã e depois à tarde ...

Pois, foi mesmo só pensar... porque o Sr. Amorim, o taxista, não me deixou! Quis saber tudo da carrinha, do tipo de formação, começou ele próprio a contar histórias dos seus clientes; depois passou para a família, o filho que casou há sete meses, a filha que se divorciou, a neta que é a menina dos seus olhos ... e foi assim a viagem toda.
Histórias banais e eu com um sorriso.

E foi então que percebi que sou apaixonada por pessoas ... por ouvi-las, por entendê-las, por motivá-las, por conhecê-las ...

Nestes dois últimos dias, entre conversas de formandos e histórias de taxistas, aprendi muito sobre pessoas e sobre o que é ser pessoa ... [mas isto fica para um outro post]

Continuo a querer a "carrinha mágica" [volto a reforçar - nome provisório] para mim ...
Mesmo sem rádio, volta para a Dianinha, voltas?

25 fevereiro, 2009

Dianinha e a Carrinha

Para quem não sabe - quem me conhece sabe - estou a participar num projecto que tem muito que se lhe diga (por isso é que estou nele, não é verdade?!).

Estou a dar formação intensiva na área de Antendimento ao Cliente mas ... numa carrinha! Pois é ... aquelas do INEM, estão a ver? (isto é mesmo descrição de quem percebe imenso de marcas, modelos e afins de veículos ligeiros!).

Hoje vou falar-vos então na carrinha:

Foi adaptada de forma a que, na parte de trás, seja uma sala de formação. E assim o é ... no início estranha-se mas a verdade é que depois entranha-se. Tem tudo o que é preciso:

* plasma com ligação ao computador para projectar o conteúdo multimédia
* cadeiras para os formandos
* quadro para escrever
* armários
* aquecimento
* luz
* estores
* gerador


Em suma: muito melhor do que algumas salas de formação que se vê por aí!
Além disso, está com um design exterior fantástico! Gosto muito.

Conduzir a bendita é que é! Por momentos hesitei se seria realmente capaz ... é que para além da dimensão considerável (não se esqueçam: tipo as do INEM), não tenho retrovisor! Outra coisa para meu desespero é não ter rádio ... é mesmo desespero!

Mas hoje fiz mais de 80 km e confirma-se: fui capaz e sobrevivi!

Dois momentos altos do dia:

1. Na portagem quase que não conseguia chegar ao botão de tirar o ticket.
2. Nem com GPS me safei ... tinha de me perder!

Agora o desafio ... para mim e para vocês: vamos dar um nome a carrinha!
Sugestões?

Amandem-me sugestões! :)

22 fevereiro, 2009

Coisas que a Dianinha dá ...

... porque para ter também é preciso dar!

Tenho feito posts exclusivamente dedicados a "Coisas que a Dianinha quer" ... há que equilibrar o sistema agora com as dádivas.

Presentes. Sem data marcada. Sem razão. Quando me lembro. Quando me apetece. Quando a criatividade permite.
Dou!




Gritos. E já devem ter reparado nisso. São mudos. Mas ...
Dou!
[adoro esta adaptação de "O Grito" - Munch]




Sermões. A quem vem para aqui falar mal do Glorioso e se atreve a dizer o nome do dito cujo.
Dou!








Obs. Gritos e sermões ... e agora tudo a pensar no feitiozinho impossível que a Dianinha tem! :)

21 fevereiro, 2009

Eu gostava de saber ...

... o que é que o Quique disse aos jogadores no intervalo para fazerem aquela 2ª parte que me fez quase ter um colapso nervoso!

Particularmente aquele que marcou os dois golos [cujo nome recuso-me a pronunciar] enerba-me .... mas enerba-me mesmo!

Babe, o "enerba-me" foi propositado ... para reforçar a intensidade dos meus nerbos!

Não adio mais consultas de optometria

Ontem fui buscar os meus óculos [roxos e brancos - bem giros!].

Bem, não tem sido fácil aguentar as dores de cabeça, os tremeliques nos olhos e as imagens arrastadas cada vez que mexo a cabeça. Mas devo confessar que, apesar de ainda não estar com a graduação completa, tem sido uma emoção ver as letrinhas mais pequeninas, as manchetes dos cartazes ao longe, as luzes com uma forma redondinha e não fosca, chegar ao fim do dia e não ter os olhos vermelhos e a lacrimejar ...

Sinto-me mesmo com um novo olhar e descobri que o mundo é bem mais brilhante do que antes.

Não adio mais consultas de optometria. Juro.

E este foi o primeiro post que escrevi de óculos!
Marco importante que merece ser referido, ainda que em letras pequeninas que agora me parecem bem maiores :)

19 fevereiro, 2009

Conversas da alma # 1

De uma maneira geral quase todas as minhas amigas têm o seu mais-que-tudo.
De uma maneira geral quase todas as minhas amigas dizem que eu preciso de um mais-que-tudo.

E eu não tenho porque:

Há quem diga que sou esquisita.
Há quem diga que sou exigente.
Há quem diga que eu penso muito.
Há quem diga que tenho de estar atenta.
Há ainda quem diga que não deixo ninguém entrar cá dentro.

Provavelmente, todas estas pessoas têm a sua razão.
Mas essas mesmas pessoas também sabem o porquê da minha própria razão. Sou esquisita, exigente, racional, distraída e fechada porque demonstrei uma tendência natural para me apaixonar por anormais. O primeiro tirou-me o mundo e os sonhos impressos numa bola de sabão. Levantei-me ainda dormente. Aprendi muito. Recomeço. O segundo anulou-me como pessoa, fez-me chorar compulsivamente, fez-me sentir medo e raiva, fez-me sentir uma tristeza como nunca antes tinha sentido e que duvido que volte a sentir. Levantei-me outra vez. Exausta e ainda em desmaio. Aprendi muito. Redefinição. Depois de tantos meses sinto-me uma pessoa melhor (ainda com a minha dose de falta de juízo mas recuso-me a prescindir dela!).

É difícil apaixonar-me ...
Mas mesmo assim vou satisfazer o pedido das amigas para o mais-que-tudo-da-Dianinha:

Já tenho um namorado!
[para levar aos vossos casamentos!]


Ele tem sentido de humor.
Ele dá-me espaço e tempo.
Ele faz-me rir mesmo quando não me apetece.
Ele ouve-me com paciência.
Ele aceita as minhas parvoíces.
Ele surpreende-me com coisas simples.
Ele confia em mim assim como eu confio nele.
Ele faz-me corar.
Ele elogia-me.
Ele critica-me.
Ele puxa-me as orelhas.
Ele dá-me abraços que não acabam.
Ele atura as minhas insónias sem reclamar.
Ele protege-me dos trovões.
Ele faz-me ser uma pessoa melhor.
Ele faz-me pensar e sentir.
Ele deixa-me pôr música alta no carro.
Ele interessa-se pelo meu trabalho.
Ele partilha gelados comigo.
Ele contagia-me com ideias.
Ele é inteligente e fascina-me.
Ele anula tudo o que é rotina.
Ele quer viajar comigo.
Ele ri-se com a minha distracção.
Ele sabe conversar.
Ele tem um perfume que deixa rasto.
Ele sabe o que quer.
Ele conhece os meus silêncios.
Ele é meu cúmplice.
Ele contra argumenta.
Ele deixa-me ler enrolada na manta.
Ele gosta do que eu cozinho.
Ele conta-me segredos.
Ele irrita-me.
Ele dança comigo às escondidas.
Ele mexe a minha vida.
Ele ... [e podia continuar a definição].
Ele não existe.
Ele é o meu namorado imaginário.
Se os pequeninos podem ter amigos imaginários, a Dianinha pode ter um namorado imaginário.
E este sim, não é anormal.

18 fevereiro, 2009

Hoje as saudades pesaram

Memórias e estórias. Trazidas pelos espaços. Umas boas. Outras menos boas.

Olho para trás e tudo já me parece distante, opaco e simultaneamente brilhante.
Olho para o agora e tudo me parece "na mesma ... como a lesma".
Olho para o depois e vejo o que está cheio e o que está vazio.

E tudo pesa.
A cabeça, os olhos, a ponta dos dedos, a vontade, a data, as incertezas, o cansaço.

Hoje as saudades pesaram.
Não me deixam escrever. Não me deixam ser. Não me deixam esquecer.

17 fevereiro, 2009

Índice de Produtividade

Fiquei a pensar no comentário do Bruno [um autor com bons pensatempos aqui] - que me sugeria ter gelados por perto para que os meus dias sejam mais produtivos.
Fiquei a pensar ...


Aplicando agora os meus conhecimentos de economia [sim, porque eu no secundário andei em Economia e ainda fiquei com umas noções na cabecinha!] ...

Se bem me lembro, a produtividade é o rendimento que resulta da relação entre os bens produzidos e os meios utilizados. Tendo em conta a quantidade de bens que tenho de produzir (só alguns exemplos: artigos, inquéritos, relatórios, análise de documentação ...) e sendo os gelados (daqueles grande de taça, com bolas de todos os sabores, recheios, bolacha crocante, raspa de chocolate ...) o meio que utilizo ou quero utilizar (para ser cientificamente correcta - escolhido e necessário) para garantir o meu nível de produtividade ... são, portanto, precisos ... muitos gelados!

[Ainda estão a acompanhar o meu raciocínio?!]


Muitos gelados ... Oh que chato!
Por isso, importa que estejam por perto ... mas onde?!

1. O nosso gabinete é uma sauna/estufa quando está sol; nos dias frios temos aquecimento ... às vezes - depende da boa vontade dos responsáveis dos Serviços Técnicos! Além disso, não há congelador.

2. No carro não me parece bem ... já está sujo o suficiente e também não tem congelador.

3. Em casa ... bem ... tenho três congeladores. Um deles tem gelados (dos que mais gosto)... mas tive de estipular a regra de comer só ao fim-de-semana.

Portanto, há aqui uma questão que está a pôr em causa toda esta teoria:
Operacionalmente, os gelados não resultam porque não tenho onde os pôr. Adicionalmente, já como ao fim-de-semana e se agora me ponho a comer à semana, não há ginásio que me valha!

Tenho de recorrer a outros bens para assegurar uma percentagem elevada do índice de produtividade (que convém que seja para cima dos 90%).

Sugestões?
E sem ser gelados, sim?

Obs. Babes! Poder-se-á chamar "bens utilizados" ao que habitualmente designamos de "reforços positivos" :)


16 fevereiro, 2009

Estou a trabalhar ...

... e é nisto que estou a pensar:


Contexto:
Sol. Esplanada. Mar [nada de mergulhos porque não deixa de ser Inverno!].
E dose extra de recheio de morango!
Suspiro.